Educação Ensinos Fundamentais, Médio Universitário.
APOIO PSICOPEDAGÓGICO E METODOLÓGICO e DIDÁTICO PEDAGÓGICO A PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESTUDANTES, PAIS. DIVERSIDADE DE livros , artigos, LEGISLAÇÃO, DIDÁTICO e concursos.
Professora Psicopedagoga Clínica Institucional Simonne Machado.
Atendimento on line:
fan page Eu tô voltando para a escola
@Simonne_Machado
Poucos nomes da história da educação são tão difundidos fora dos círculos de especialistas como Montessori. Ele é associado, com razão, à Educação Infantil, ainda que não sejam muitos os que conhecem profundamente esse método ou sua fundadora, a italiana Maria Montessori (1870-1952). Primeira mulher a se formar em medicina em seu país, foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento. "Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições", diz Talita de Oliveira Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação Montessoriana.
Para enfrentar a agitação da balada ou para espantar o cansaço de uma noite mal dormida. Estes são apenas dois dos motivos para o consumo de energéticos,os hoje chamados de "refrigerantes para adultos".
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas, entre julho e dezembro de 2008, o consumo destes produtos no Brasil foi de 11,7 milhões de litros.
No mesmo período de 2009, esse número já era de 17,3 milhões, um salto de 48,5%. Geralmente associada à festas, noitadas e a mistura com bebidas alcoólicas, a bebida produzida à base de substâncias estimulantes, que dão mais pique ao organismo durante um determinado período.
Mas será que os energéticos são benéficos para a sua saúde? Ou, pelo contrário, podem trazer consequências ao organismo? E será que viciam? Numa competição, pode dar dopping? A lista de dúvidas que rondam os tais "refrigerantes" é grande.
O que é um energético? Energéticos são bebidas à base de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a taurina e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro aos estímulos, deixando o corpo mais ativo ou acelerado. Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta revigorada durante algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas a ação dos energéticos também tem efeito rebote para o organismo. Quando consumidas em excesso, as substâncias estimulantes causam ansiedade, agitação, cefaleia e, em alguns casos, apresentam grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona.
Um energético hidrata o corpo? Não, pelo contrário, é uma bebida diurética, que faz o organismo eliminar líquido. A principal característica dos energéticos é aumentar a resistência física devido à presença, principalmente, da cafeína.
Por que a combinação com álcool é perigosa? Quando são consumidos em combinação com álcool, os energéticos provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar à desidratação já que os dois são diuréticos.
O energético tem a mesma função dos isotônicos? Não. Esta é uma substituição perigosa que pode levar a problemas mais sérios como a desidratação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp, em dezembro de 2009, 20% das pessoas que bebem energéticos os consomem nas academias como se fossem isotônicos. Os energéticos foram criados para amenizar a sensação de exaustão e cansaço, enquanto os isotônicos têm o objetivo de repor a água e os sais minerais que perdemos após uma atividade. Os energéticos aceleram nosso cérebro e nossas funções, camuflando a sensação de cansaço. Já os isotônicos repõem nutrientes importantes. Trocar um pelo outro pode comprometer a saúde e o desempenho de quem não está atento a estas diferenças.
Faz mal tomar o energético em jejum? O risco de tomar um estimulante em jejum está ligado a absorção de suas substâncias pelo organismo. Um energético ingerido em jejum pode comprometer as funções do estômago e de todo o aparelho digestivo, além de potencializar os efeitos da bebida na medida em que sua absorção se torna mais rápida e os efeitos mais intensos.
Tomar só energético, sem combinar com álcool, pode prejudicar a saúde? Os energéticos, quando consumidos sozinhos, também fazem mal e que, apesar de serem muito mais perigosos quando combinados com bebidas e outras substâncias, acabam comprometendo a saúde, mesmo quando consumidos isoladamente, em função da alta dose de cafeína e de outros estimulantes.
Eles prejudicam o sono? Sim. Em um primeiro momento você perde o sono e fica acelerado, porém, acabado o efeito, o organismo precisa compensar as horas de sono perdidas e daí a pessoa tende a dormir mais. "Você fica agitado por umas horas e não dorme, depois, dorme demais para compensar o tempo perdido
Há interações perigosas com medicamentos? Sim. O resultado da combinação de energético com medicamentos pode ser bastante prejudicial ao organismo. Se a pessoa já tem algum problema de saúde, tende a piorar. O uso isolado de estimulantes já altera as funções do organismo. Se o remédio também for estimulante, por exemplo, poderá haver uma inibição de seu efeito.
Vicia o organismo a ponto de perder o efeito? Sim. Assim como os demais estimulantes químicos (cafeína ou drogas, como a cocaína, dentre outros), eles deixam de fazer efeito se tiverem o uso for contínuo e a pessoa passa a ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo resultado.
Criança pode tomar? Por que é chamado de refrigerante para adultos? Os energéticos são assim conhecidos porque apesar de não serem alcoólicos, apresentam uma dose alta de cafeína e de substâncias com nível toxicológico questionável, e o organismo de uma criança não está preparado para receber tamanhas doses.
Tem limite de consumo? Pode consumir todo dia? Não deve ser consumido todos os dias, principalmente substituindo sucos, água ou refrigerantes tradicionais nas refeições. O clínico geral Flávio Tocci explica que não há nenhuma indicação positiva comprovada em relação aos energéticos e que ingeri-los uma ou duas vezes na semana não faz mal, mas que consumir este tipo de bebida todos os dias pode trazer complicações, assim como ocorre com a ingestão excessiva de qualquer outro estimulante.
Atleta pode consumir? Dá dopping? O treino rende mais após tomar um energético? O rendimento físico de qualquer pessoa aumenta depois da ingestão deste tipo de bebida. A pessoa rende mais por que os energéticos aumentam a frequência cardíaca e a temperatura do corpo, melhorando a resistência e a performance do atleta. Apesar de serem liberadas pelo Comitê Olímpico, as substâncias que compõem os energéticos, quando ingeridas em excesso, podem caracterizar dopping. Dá para tomar pensando em rebater os sintomas da gripe, como o cansaço? Os energéticos podem comprometer a recuperação de um paciente com gripe ou com algum outro problema, se consumidos em excesso. O problema é combinar energético e remédios e acelerar um organismo que já está mais debilitado. Não faz mal se for consumido uma vez ou outra, mas quando o paciente apresenta qualquer problema de saúde, deve tomar cuidado para não agravar ainda mais seu estado.
O energético engorda? Os energéticos contêm valor calórico semelhante a quantidade de um copo de refrigerante ou suco de laranja e, por isso, quem deseja emagrecer deve consumir com moderação.
Foi um psicólogo bielo-russo, descoberto nos meios
acadêmicos ocidentais depois da sua morte, aos
38 anos. Pensador importante foi
pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das
crianças ocorre
em função das interações sociais e condições de vida.
Alguns conceitos
Para Vygotsky, o desenvolvimento mental da criança é um
processo contínuo de aquisição de
controle ativo sobre funções inicialmente
passivas.
Desenvolvimento intelectual e linguístico da criança
relacionado à interiorização do diálogo em fala
interior e pensamento.
Desenvolvimento do agrupamento conceitual das crianças, onde
inicialmente há um amontoado de
conceitos, depois um complexo de conceitos,
pseudoconceitos e, finalmente, conceitos verdadeiros.
A capacidade de impor estruturas superiores no interesse de
ver as coisas de modo mais simples e
profundo é tida como um dos poderosos
instrumentos da inteligência humana. Essa capacidade evita
que, ao contato com
novos conceitos, a criança tenha de reestruturar os conceitos já incorporados.
Para Vygotsky o brinquedo é o mundo imaginário onde a
criança pode realizar seus desejos.
Zona de desenvolvimento proximal – é a “lacuna” entre aquilo
que o indivíduo pode realizar
sozinho e aquilo em que ele vai precisar da ajuda
de alguém.
Vida
Quando Iniciou sua carreira como psicólogo após a Revolução Russa de 1917, Vygotsky já havia
contribuído com vários ensaios para crítica
literária. Em 1924 proferiu uma palestra intitulada
“Consciência como um Objeto
da Psicologia do Comportamento”, causando impacto nas teorias
behavioristas existentes
na época.
Ele buscava uma descrição e uma explicação das funções
psicológicas superiores (pensamento,
lembrança voluntária, raciocínio dedutivo, por exemplo),
contrapondo-se à teoria baseada no
estímulo-resposta. Criticou a teoria de que
os processos mentais adultos estão
latentes na criança,
bastando apenas sua maturação.
Foi um dos primeiros defensores da associação da psicologia
cognitiva experimental com a
neurologia e a fisiologia, ao insistir que as
funções psicológicas são produtos da atividade cerebral.
Materialismo Dialético – simultaneidade entre corpo e
alma. Todo fenômeno tem uma história,
que se modifica quantitativa e
qualitativamente e essa mudança pode explicar a evolução dos
processos psicológicos elementares em processos complexos.
Materialismo histórico – mudanças na sociedade produzem
mudanças no ser humano.
Vygotsky desenvolveu a teoria de que a sociedade
afeta diretamente a evolução dos processos
psicológicos superiores do homem.
Para Vygotsky, os processos mentais devem ser entendidos
historicamente. Foi um dos fundadores
do Instituto de Estudos das Deficiências,
em Moscou. Lecionou e escreveu extensamente sobre
problemas da educação.
Utilizava o termo pedologia (do Gr. pais, paidós, criança + lógos, tratado),
que pode, grosseiramente, ser traduzido por psicologia educacional.
Foi acusado de chauvinista russo, por ter declarado que a
população iletrada da região não
industrializada da Ásia Central, ainda não
tinha a capacidade intelectual da civilização moderna.
Escreveu sobre o método genético-experimental, que é um
experimento que, se adequadamente
concebido, pode dar ao experimentador
condições de saber o curso real do desenvolvimento de uma
determinada função.
Uma técnica usada porVygotskyera a de introduzir obstáculos e
dificuldades na tarefa a fim de
quebrar o método rotineiro de solução de
problemas. Nesse estudo o mais importante não era o
nível de desempenho, mas os
métodos usados pela criança.
Principais contribuições de Vygotsky
Os resultados experimentais podem ser tanto quantitativos,
quanto qualitativos; Ruptura das barreiras
entre estudo de “campo” e em
“laboratório”.
Método de estudo que procura traçar a história do
desenvolvimento das funções psicológicas,
alinhando-as ao ambiente social,
cultural e econômico de
crescimento do sujeito.
Dois anos após sua morte, o Comitê Central do Partido
Comunista baixou um decreto proibindo
todos os testes psicológicos na União
Soviética e todas as revistas de Psicologia deixaram de ser
publicadas durante
20 anos.
Um grande movimento de
experimentação e fermentação intelectual chegava ao fim.
Algumas publicações de Vygotsky
1915 – A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca. Arquivo
pessoal, manuscrito;
1922 – Sobre os métodos do ensino de literatura nas escolas
secundárias. Relatório à Conferência
Distrital de Metodologia Científica, 07 de
agosto de 1922. Arquivo pessoal, manuscrito;
1923 – A investigação do processo de compreensão de
linguagem utilizando a tradução múltipla de
texto de uma língua para outra.
Arquivo pessoal;
1924 – Problemas de educação de crianças cegas,
surdas-mudas e retardadas. Moscou, SPON NKP
Publicações, 1924;
Métodos de investigação psicológica e reflexológica.
Relatório apresentado no Encontro Nacional de
Psiconeurologia, Leningrado, 2 de
janeiro de 1924. In: Problemas da Psicologia contemporânea, II,
26- 46,
Leningrado. Casa de Publicações do Governo, 1926;
Os princípios de educação de crianças com defeitos físicos,
1924, nº. 1, pp. 112-20;
1925 – Os princípios de educação social de crianças
surdas-mudas. Arquivo pessoal, manuscrito, 26
pp.
Prefácio de Além do princípio do prazer de S.
Freud. Moscou, Problemas Contemporâneos, 1925
(em colaboração com A.R. Luria).
O consciente como problema da psicologia experimental. In Psicologia
e marxismo, I. 175-98.
Moscou-Leningrado. Casa de Publicações do Governo, 1925;
Suas maiores contribuições estão nas reflexões sobre o
desenvolvimento infantil e sua relação com a
aprendizagem em meio social, e
também o desenvolvimento do pensamento e da linguagem.
Nos aprofundando um pouco mais nas idéias de Vygotsky…
Desenvolvimento e Aprendizagem: a Zona de Desenvolvimento
Proximal
Na chamada perspectiva sócio-interacionista,
sócio-cultural ousócio-histórica, abordada por
L. Vygotsky,a relação
entre o desenvolvimento e a aprendizagem está atrelada ao fato de o ser
humano
viver em meio social, sendo este a alavanca para estes dois processos. Isso
quer dizer
que os processos caminham juntos, ainda que não em paralelo.
Entenderemos melhor essa
relação ao discutir a Zona de Desenvolvimento proximal.
Os conceitos sócio-interacionistas sobre desenvolvimento e
aprendizagem se fazem sempre
presentes, impelindo-nos à reflexão sobre tais
processos. Como lidar com o desenvolvimento natural
da criança e estimulá-lo
através da aprendizagem? Como esta pode ser efetuada de modo a contribuir para
o desenvolvimento global da criança?
Em Vygotsky, ao contrário de Piaget,
o desenvolvimento – principalmente o psicológico/mental (que
é promovido pela
convivência social, pelo processo de socialização, além das maturações
orgânicas)
– depende da aprendizagem na medida em que se dá por processos de
internalização de conceitos,
que são promovidos pela aprendizagem social,
principalmente aquela planejada no meio escolar.
Ou seja, para Vygotsky, não é suficiente ter todo o aparato
biológico da espécie para realizar
uma tarefa se o indivíduo não participa de
ambientes e práticas específicas que propiciem esta
aprendizagem. Não podemos
pensar que a criança vai se desenvolver com o tempo, pois esta
não tem, por si
só, instrumentos para percorrer sozinha o caminho do desenvolvimento, que
dependerá das suas aprendizagens mediante as experiências a que foi exposta.
Neste modelo, o sujeito – no caso, a criança – é reconhecida
como ser pensante, capaz de
vincular sua ação à representação de mundo que
constitui sua cultura, sendo a escola um
espaço e um tempo onde este processo é
vivenciado, onde o processo de ensino-aprendizagem
envolve diretamente a
interação entre sujeitos.
Essa interação e sua relação com a imbricação entre os
processos de ensino e aprendizagem podem
ser melhor compreendidos quando nos
remetemos ao conceito de ZDP.
Para Vygotsky (1996), Zona de Desenvolvimento Proximal
(ZDP), é a distância entre o nível de
desenvolvimento real, ou seja,
determinado pela capacidade de resolver problemas
independentemente, e o nível
de desenvolvimento proximal, demarcado pela capacidade de
solucionar problemas
com ajuda de um parceiro mais experiente. São as aprendizagens que
ocorrem na
ZDP que fazem com que a criança se desenvolva ainda mais, ou seja,
desenvolvimento com aprendizagem na ZDP leva a mais desenvolvimento,por isso
dizemos
que, para Vygotsky, tais processos são indissociáveis.
É justamente nesta zona de desenvolvimento proximal que a
aprendizagem vai ocorrer. A
função de um educador escolar, por exemplo, seria, então, a de favorecer esta
aprendizagem,
servindo de mediador entre a criança e o mundo. Como foi
destacado anteriormente, é no
âmago das interações no interior do coletivo, das
relações com o outro, que a criança terá
condições de construir suas próprias
estruturas psicológicas (Creche Fiocruz, 2004). É assim
que as crianças,
possuindo habilidades parciais, as desenvolvem com a ajuda de parceiros
mais
habilitados (mediadores) até que tais habilidades passem de parciais a totais.
Temos que trabalhar,
portanto, com a estimativa das potencialidades da criança,
potencialidades estas que, para tornarem-
se desenvolvimento efetivo, exigem que
o processo de aprendizagem, os mediadores e as
ferramentas estejam distribuídas
em um ambiente adequado (Vasconcellos e Valsiner, 1995).
Temos portanto uma interação entre desenvolvimento e
aprendizagem, que se dá da seguinte
maneira: em um contexto cultural, com
aparato biológico básico interagir, o indivíduo se desenvolve
movido por
mecanismos de aprendizagem provocados por mediadores.
Para Vygotsky, o processo de aprendizagem deve ser olhado por
uma ótica prospectiva, ou
seja, não se deve focalizar o que a criança
aprendeu, mas sim o que ela está aprendendo. Em
nossas práticas
pedagógicas, sempre procuramos prever em que tal ou qual aprendizado
poderá ser útil àquela criança, não somente no momento em que é ministrado, mas para além
dele. É um processo de transformação constante na trajetória das crianças.
As
implicações desta relação entre ensino e aprendizagem para o ensino escolar
estão no fato de que
este ensino deve se concentrar no que a criança está
aprendendo, e não no que já aprendeu. Vygotksy
firma está hipótese no seu
conceito de zona de desenvolvimento proximal(ZDP).
Pensamento e Linguagem:
Existem
duas grandes vertentes na Psicologia que explicam a aquisição da linguagem: uma
delas
defende que a linguagem já nasce conosco; outra, que é aprendida no meio.
Vejamos os principais
autores de cada uma das partes:
Proposta ambientalista: “do nada ao tudo através da
experiência”
Skinner: possibilidade de explicar a linguagem e qualquer
comportamento humano complexo pelos
mesmos princípios estudados em laboratório.
A proposta inatista forte:
Chomsky: o bebê nasce com todo o aparato. Nada é aprendido no
ambiente; é apenas disparado por
ele. A criança apenas vai se moldando às
especificidades da sua língua.
A proposta interacionista:
Piaget:
o mecanismo interacionista — a linguagem faz parte de uma função mais ampla,
que é a
capacidade de representar a realidade através de significados que se
distinguem de significantes.
Vygotsky: raízes genéticas do
pensamento e da linguagem – linguagem é considerada como
instrumento mais
complexo para viabilizar a comunicação, a vida em sociedade. Sem
linguagem, o
ser humano não é social, nem histórico, nem cultural.
Bruner: Psicologia cultural – defende a visão cultural do
desenvolvimento da linguagem e coloca a
interação social no centro de sua
atenção sobre o processo de aquisição.
Cole: Sociocultural – para que a criança adquira mais do que
rudimentos de linguagem, ela deve não
apenas ouvir ou ver linguagem, mas também
participar de atividades que a linguagem ajuda a criar e
manter.
Segundo Vygotsky…
As funções da
linguagem
A linguagem é, antes de tudo, social. Portanto, sua função
inicial é a comunicação, expressão e
compreensão. Essa função comunicativa está
estreitamente combinada com o pensamento. A
comunicação é uma espécie de função
básica porque permite a interação social e, ao mesmo tempo,
organiza o
pensamento.
ParaVygotsky, a aquisição da linguagem passa por três
fases: a linguagem social, que seria esta
que tem por função denominar e comunicar,
e seria a primeira linguagem que surge. Depois
teríamos a linguagem egocêntrica
e a linguagem interior, intimamente ligada ao pensamento.
A linguagem
egocêntrica
A progressão da fala
social para a fala interna, ou seja, o processamento de perguntas e
respostas
dentro de nós mesmos – o que estaria bem próximo ao pensamento, representa
a
transição da função comunicativa para a função intelectual. Nesta transição,
surge a chamada fala
egocêntrica. Trata-se da fala que a criança emite para si
mesmo, em voz baixa, enquanto está
concentrado em alguma atividade. Esta fala,
além de acompanhar a atividade infantil, é um
instrumento para pensar em
sentido estrito, isto é, planejar uma resolução para a tarefa durante a
atividade na qual a criança está entretida (Ribeiro, 2005).
A fala egocêntrica constitui uma linguagem para a pessoa
mesma, e não uma linguagem social, com
funções de comunicação e interação. Esse “falar sozinho” é essencial porque
ajuda a organizar
melhor as ideias e planejar melhor as ações. É como se a
criança precisasse falar para resolver um
problema que, nós adultos,
resolveríamos apenas no plano do pensamento / raciocínio.
Uma contribuição importante de Vygotsky e seus colaboradores,
descrita no livro Pensamento e
Linguagem (1998), do mesmo autor, é o fato de
que, por volta dos dois anos de idade, o
desenvolvimento do pensamento e da
linguagem – que até então eram estudados em separado – se
fundem, criando uma
nova forma de comportamento.
Este momento crucial, quando a linguagem começa a servir o
intelecto e os pensamentos começam a
oralizar-se – a fase da fala egocêntrica –
é marcado pela curiosidade da criança pelas palavras, por
perguntas acerca de
todas as coisas novas (“o que é isso?”) e pelo enriquecimento do vocabulário.
O declínio da vocalização
egocêntrica é sinal de que a criança progressivamente abstrai o som,
adquirindo
capacidade de “pensar as palavras”, sem precisar dizê-las. Aí estamos
entrando na
fase do discurso interior. Se, durante a fase da fala
egocêntrica houver alguma deficiência de
elementos e processos de interação
social, qualquer fator que aumente o isolamento da criança,
iremos perceber que
seu discurso egocêntrico aumentará subitamente. Isso é importante para o
cotidiano dos educadores, em que eles podem detectar possíveis deficiências no
processo de
socialização da criança. (Ribeiro, 2005)
Discurso interior e pensamento
O discurso interior é
uma fase posterior à fala egocêntrica. É quando as palavras passam a ser
pensadas, sem que necessariamente sejam faladas. É um pensamento em
palavras. Já o
pensamento é um plano mais profundo do discurso interior, que
tem por função criar conexões e
resolver problemas, o que não é,
necessariamente, feito em palavras. É algo feito de ideias, que
muitas vezes
nem conseguimos verbalizar, ou demoramos ainda um tempo para achar as palavras
certas para exprimir um pensamento.
O pensamento não
coincide de forma exata com os significados das palavras. O pensamento vai
além, porque capta as relações entre as palavras de uma forma mais complexa e
completa que a
gramática faz na linguagem escrita e falada. Para a expressão
verbal do pensamento, às vezes é
preciso um esforço grande para concentrar todo
o conteúdo de uma reflexão em uma frase ou em um
discurso. Portanto, podemos concluir que o pensamento não se reflete na palavra;
realiza-se
nela, a medida em que é a linguagem que permite a transmissão do seu
pensamento para outra
pessoa (Vygotsky, 1998)
Finalmente, cabe destacar que o pensamento não é o último
plano analisável da linguagem. Podemos
encontrar um último plano interior: a
motivação do pensamento, a esfera motivacional de nossa
consciência, que
abrange nossas inclinações e necessidades, nossos interesses e impulsos, nossos
afetos e emoções. Tudo isso vai refletir imensamente na nossa fala e no nosso
pensamento.
Pai coloca filho em máquina, em lavanderia, e depois não consegue abri-la.
Criança gira em tanque até que funcionário consegue desligar o aparelho.
Câmeras do circuito interno de uma lavanderia registraram o desespero de um casal após o pai colocar o filho pequeno dentro de uma máquina de lavar e depois não conseguir abrir a porta.
As imagens mostram o casal colocando roupas numa das máquinas enquanto o pai, aparentemente
numa brincadeira, põe o filho num dos tanques. Numa placa acima se lê: "Junior wash US$ 2,95"
(indicando o preço da lavagem de roupa infantil).
As imagens postadas no YouTube mostram os pais desesperados tentando abrir a máquina com a criança (Foto: Reprodução / YouTube)
Ao fechar a porta, a máquina começa a funcionar e o pai percebe que não consegue mais abrir. Os
dois tentam desesperadamente abrir a máquina e começam a gritar por ajuda, enquanto é possível
ver a criança girando no tanque (veja o vídeo). Um homem assiste à cena, mas não parece muito
preocupado.
A cena dura alguns minutos, até que um funcionário da lavanderia consegue desligar o aparelho e
retirar a criança, que é levada nos braços pelo pai.
Segundo o diário inglês Daily Mail, o vídeo foi postado no YouTube por uma pessoa que se identifica
como Princess Zebra, que afirma que a criança está bem e sofreu apenas pequenos ferimentos. Até
este domingo (20), o vídeo tinha tido mais de 470 mil acessos.
EDUCAÇÃO, INFORMAÇÕES,ATUALIDADES, DICAS,TECNOLOGIA: SUAS DIFICULDADES , NOVIDADES E SISTEMAS DE SEGURANÇA DIGITAIS,INTERNET,REDES SOCIAIS, COMPUTADORES SOFTWARES ÚTEIS e MUITA, MUITA LÍNGUA MATERNA