segunda-feira, 29 de junho de 2015

Maria Montessori, a médica que valorizou o aluno

Poucos nomes da história da educação são tão difundidos fora dos círculos de especialistas como 

Montessori. Ele é associado, com razão, à Educação Infantil, ainda que não sejam muitos os que 

conhecem profundamente esse método ou sua fundadora, a italiana Maria Montessori (1870-1952)

Primeira mulher a se formar em medicina em seu país, foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento. 

"Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a 

capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições", diz Talita de Oliveira 

Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação Montessoriana. 

Maria Montessori. Foto: Hulton Archive/Getty Images

ENÉRGICOS E TUDO BEM? NÃO É BEM ASSIM , VEJA:







Para enfrentar a agitação da balada ou para espantar o cansaço de uma noite mal 

dormida. Estes são apenas dois dos motivos para o consumo de energéticos, os hoje 

chamados de "refrigerantes para adultos". 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas, 

entre julho e dezembro de 2008, o consumo destes produtos no Brasil foi de 11,7 milhões 

de litros. 

No mesmo período de 2009, esse número já era de 17,3 milhões, um salto de 48,5%. 

Geralmente associada à festas, noitadas e a mistura com bebidas alcoólicas, a bebida 

produzida à base de substâncias estimulantes, que dão mais pique ao organismo durante 

um determinado período.

Mas será que os energéticos são benéficos para a sua saúde? Ou, pelo contrário, podem trazer consequências ao organismo? 

E será que viciam? Numa competição, pode dar dopping? A lista de dúvidas que rondam os 

tais "refrigerantes" é grande. 


O que é um energético? 


Energéticos são bebidas à base de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a 

taurina e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro aos estímulos, 

deixando o corpo mais ativo ou acelerado. Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta 

revigorada durante algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas a ação dos 

energéticos também tem efeito rebote para o organismo. Quando consumidas em 

excesso, as substâncias estimulantes causam ansiedade, agitação, cefaleia e, em alguns 

casos, apresentam grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona. 

Um energético hidrata o corpo? 


Não, pelo contrário, é uma bebida diurética, que faz o organismo eliminar líquido. A 

principal característica dos energéticos é aumentar a resistência física devido à 

presença, principalmente, da cafeína. 

Por que a combinação com álcool é perigosa? 


Quando são consumidos em combinação com álcool, os energéticos provocam aumento da 

adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar à 

desidratação já que os dois são diuréticos. 

O energético tem a mesma função dos isotônicos? 

Não. Esta é uma substituição perigosa que pode levar a problemas mais sérios como a 

desidratação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp, em dezembro de 

2009, 20% das pessoas que bebem energéticos os consomem nas academias como se 

fossem isotônicos. Os energéticos foram criados para amenizar a sensação de exaustão e 

cansaço, enquanto os isotônicos têm o objetivo de repor a água e os sais minerais que 

perdemos após uma atividade. Os energéticos aceleram nosso cérebro e nossas funções, 

camuflando a sensação de cansaço. Já os isotônicos repõem nutrientes importantes. 

Trocar um pelo outro pode comprometer a saúde e o desempenho de quem não está 

atento a estas diferenças. 

Faz mal tomar o energético em jejum? 

O risco de tomar um estimulante em jejum está ligado a absorção de suas substâncias 

pelo organismo. Um energético ingerido em jejum pode comprometer as funções do 

estômago e de todo o aparelho digestivo, além de potencializar os efeitos da bebida na 

medida em que sua absorção se torna mais rápida e os efeitos mais intensos. 

Tomar só energético, sem combinar com álcool, pode prejudicar a saúde? 

Os energéticos, quando consumidos sozinhos, também fazem mal e que, apesar de serem 

muito mais perigosos quando combinados com bebidas e outras substâncias, acabam 

comprometendo a saúde, mesmo quando consumidos isoladamente, em função da alta 

dose de cafeína e de outros estimulantes. 

Eles prejudicam o sono? 

Sim. Em um primeiro momento você perde o sono e fica acelerado, porém, acabado o 

efeito, o organismo precisa compensar as horas de sono perdidas e daí a pessoa tende a 

dormir mais. "Você fica agitado por umas horas e não dorme, depois, dorme demais para 

compensar o tempo perdido 

Há interações perigosas com medicamentos? 


Sim. O resultado da combinação de energético com medicamentos pode ser bastante 

prejudicial ao organismo. Se a pessoa já tem algum problema de saúde, tende a piorar. O 

uso isolado de estimulantes já altera as funções do organismo. Se o remédio também for 

estimulante, por exemplo, poderá haver uma inibição de seu efeito. 

Vicia o organismo a ponto de perder o efeito? 


Sim. Assim como os demais estimulantes químicos (cafeína ou drogas, como a cocaína, 

dentre outros), eles deixam de fazer efeito se tiverem o uso for contínuo e a pessoa 

passa a ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo resultado. 

Criança pode tomar? Por que é chamado de refrigerante 

para adultos? 

Os energéticos são assim conhecidos porque apesar de não serem alcoólicos, apresentam 

uma dose alta de cafeína e de substâncias com nível toxicológico questionável, e o 

organismo de uma criança não está preparado para receber tamanhas doses. 


Tem limite de consumo? Pode consumir todo dia? 


Não deve ser consumido todos os dias, principalmente substituindo sucos, água ou 

refrigerantes tradicionais nas refeições. O clínico geral Flávio Tocci explica que não há 

nenhuma indicação positiva comprovada em relação aos energéticos e que ingeri-los uma 

ou duas vezes na semana não faz mal, mas que consumir este tipo de bebida todos os 

dias pode trazer complicações, assim como ocorre com a ingestão excessiva de qualquer 

outro estimulante. 

Atleta pode consumir? Dá dopping? 

O treino rende mais após tomar um energético? 


O rendimento físico de qualquer pessoa aumenta depois da ingestão deste tipo de 

bebida. A pessoa rende mais por que os energéticos aumentam a frequência cardíaca e a 

temperatura do corpo, melhorando a resistência e a performance do atleta. Apesar de 

serem liberadas pelo Comitê Olímpico, as substâncias que compõem os energéticos, 

quando ingeridas em excesso, podem caracterizar dopping. 

Dá para tomar pensando em rebater os sintomas da gripe, como o cansaço? 


Os energéticos podem comprometer a recuperação de um paciente com gripe ou com 

algum outro problema, se consumidos em excesso. O problema é combinar energético e 

remédios e acelerar um organismo que já está mais debilitado. Não faz mal se for 

consumido uma vez ou outra, mas quando o paciente apresenta qualquer problema de 

saúde, deve tomar cuidado para não agravar ainda mais seu estado. 

O energético engorda? 

Os energéticos contêm valor calórico semelhante a quantidade de um copo de 

refrigerante ou suco de laranja e, por isso, quem deseja emagrecer deve consumir com 

moderação.


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Professora  Psicopedagoga Simonne Machado

quinta-feira, 25 de junho de 2015

PIAGET, VIGOTSKY, WALLON



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Professora  Psicopedagoga Simonne Machado

Lev Vygotsky















Foi um psicólogo bielo-russo, descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte, aos 

38 anos. Pensador importante foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das 

crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.

Alguns conceitos

Para Vygotsky, o desenvolvimento mental da criança é um processo contínuo de aquisição de 

controle ativo sobre funções inicialmente passivas.

Desenvolvimento intelectual e linguístico da criança relacionado à interiorização do diálogo em fala 

interior e pensamento.

Desenvolvimento do agrupamento conceitual das crianças, onde inicialmente há um amontoado de 

conceitos, depois um complexo de conceitos, pseudoconceitos e, finalmente, conceitos verdadeiros.

A capacidade de impor estruturas superiores no interesse de ver as coisas de modo mais simples e 

profundo é tida como um dos poderosos instrumentos da inteligência humana. Essa capacidade evita 

que, ao contato com novos conceitos, a criança tenha de reestruturar os conceitos já incorporados.

Para Vygotsky o brinquedo é o mundo imaginário onde a criança pode realizar seus desejos.

Zona de desenvolvimento proximal – é a “lacuna” entre aquilo que o indivíduo pode realizar 

sozinho e aquilo em que ele vai precisar da ajuda de alguém.

Vida

Quando Iniciou sua carreira como psicólogo após a Revolução Russa de 1917, Vygotsky já havia 

contribuído com vários ensaios para crítica literária. Em 1924 proferiu uma palestra intitulada 

“Consciência como um Objeto da Psicologia do Comportamento”, causando impacto nas teorias 

behavioristas  existentes na época.

Ele buscava uma descrição e uma explicação das funções psicológicas superiores (pensamento, 

lembrança voluntária, raciocínio dedutivo, por exemplo), contrapondo-se à teoria baseada no 

estímulo-resposta. Criticou a teoria de que os processos mentais adultos estão latentes na criança, 

bastando apenas sua maturação.

Foi um dos primeiros defensores da associação da psicologia cognitiva experimental com a 

neurologia e a fisiologia, ao insistir que as funções psicológicas são produtos da atividade cerebral.

Materialismo Dialético – simultaneidade entre corpo e alma. Todo fenômeno tem uma história, 

que se modifica quantitativa e qualitativamente e essa mudança pode explicar a evolução dos 

processos psicológicos elementares em processos complexos.

Materialismo histórico mudanças na sociedade produzem mudanças no ser humano. 

Vygotsky desenvolveu a teoria de que a sociedade afeta diretamente a evolução dos processos 

psicológicos superiores do homem.

Para Vygotsky, os processos mentais devem ser entendidos historicamente. Foi um dos fundadores 

do Instituto de Estudos das Deficiências, em Moscou. Lecionou e escreveu extensamente sobre 

problemas da educação. Utilizava o termo pedologia (do Gr. pais, paidós, criança + lógos, tratado), 

que pode, grosseiramente, ser traduzido por psicologia educacional.

Foi acusado de chauvinista russo, por ter declarado que a população iletrada da região não 

industrializada da Ásia Central, ainda não tinha a capacidade intelectual da civilização moderna.

Escreveu sobre o método genético-experimental, que é um experimento que, se adequadamente 

concebido, pode dar ao experimentador condições de saber o curso real do desenvolvimento de uma 

determinada função. 

Uma técnica usada por Vygotsky era a de introduzir obstáculos e dificuldades na tarefa a fim de 

quebrar o método rotineiro de solução de problemas. Nesse estudo o mais importante não era o 

nível de desempenho, mas os métodos usados pela criança.

Principais contribuições de Vygotsky

Os resultados experimentais podem ser tanto quantitativos, quanto qualitativos; Ruptura das barreiras 

entre estudo de “campo” e em “laboratório”.

Método de estudo que procura traçar a história do desenvolvimento das funções psicológicas, 

alinhando-as ao ambiente social, cultural e econômico de crescimento do sujeito.

Dois anos após sua morte, o Comitê Central do Partido Comunista baixou um decreto proibindo 

todos os testes psicológicos na União Soviética e todas as revistas de Psicologia deixaram de ser 

publicadas durante 20 anos.        

Um grande movimento de experimentação e fermentação intelectual chegava ao fim.

Algumas publicações de Vygotsky

1915 – A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca. Arquivo pessoal, manuscrito;

1922 – Sobre os métodos do ensino de literatura nas escolas secundárias. Relatório à Conferência 

Distrital de Metodologia Científica, 07 de agosto de 1922. Arquivo pessoal, manuscrito;

1923 – A investigação do processo de compreensão de linguagem utilizando a tradução múltipla de 

texto de uma língua para outra. Arquivo pessoal;

1924 – Problemas de educação de crianças cegas, surdas-mudas e retardadas. Moscou, SPON NKP 

Publicações, 1924;

Métodos de investigação psicológica e reflexológica. Relatório apresentado no Encontro Nacional de 

Psiconeurologia, Leningrado, 2 de janeiro de 1924. In: Problemas da Psicologia contemporânea, II, 

26- 46, Leningrado. Casa de Publicações do Governo, 1926;

Os princípios de educação de crianças com defeitos físicos, 1924, nº. 1, pp. 112-20;

1925 – Os princípios de educação social de crianças surdas-mudas. Arquivo pessoal, manuscrito, 26 

pp.

Prefácio de Além do princípio do prazer de S. Freud. Moscou, Problemas Contemporâneos, 1925 

(em colaboração com A.R. Luria).

O consciente como problema da psicologia experimental. In Psicologia e marxismo, I. 175-98. 

Moscou-Leningrado. Casa de Publicações do Governo, 1925;

Suas maiores contribuições estão nas reflexões sobre o desenvolvimento infantil e sua relação com a 

aprendizagem em meio social, e também o desenvolvimento do pensamento e da linguagem.

Nos aprofundando um pouco mais nas idéias de Vygotsky…

Desenvolvimento e Aprendizagem: a Zona de Desenvolvimento Proximal

Na chamada perspectiva sócio-interacionista, sócio-cultural ousócio-histórica, abordada por 

L. Vygotsky, a relação entre o desenvolvimento e a aprendizagem está atrelada ao fato de o ser 

humano viver em meio social, sendo este a alavanca para estes dois processos. Isso quer dizer 

que os processos caminham juntos, ainda que não em paralelo. Entenderemos melhor essa 

relação ao discutir a Zona de Desenvolvimento proximal.

Os conceitos sócio-interacionistas sobre desenvolvimento e aprendizagem se fazem sempre 

presentes, impelindo-nos à reflexão sobre tais processos. Como lidar com o desenvolvimento natural 

da criança e estimulá-lo através da aprendizagem? Como esta pode ser efetuada de modo a contribuir para o desenvolvimento global da criança?

Em Vygotsky, ao contrário de Piaget, o desenvolvimento – principalmente o psicológico/mental (que 

é promovido pela convivência social, pelo processo de socialização, além das maturações orgânicas) 

– depende da aprendizagem na medida em que se dá por processos de internalização de conceitos, 

que são promovidos pela aprendizagem social, principalmente aquela planejada no meio escolar.

Ou seja, para Vygotsky, não é suficiente ter todo o aparato biológico da espécie para realizar 

uma tarefa se o indivíduo não participa de ambientes e práticas específicas que propiciem esta 

aprendizagem. Não podemos pensar que a criança vai se desenvolver com o tempo, pois esta 

não tem, por si só, instrumentos para percorrer sozinha o caminho do desenvolvimento, que 

dependerá das suas aprendizagens mediante as experiências a que foi exposta.

Neste modelo, o sujeito – no caso, a criança – é reconhecida como ser pensante, capaz de 

vincular sua ação à representação de mundo que constitui sua cultura, sendo a escola um 

espaço e um tempo onde este processo é vivenciado, onde o processo de ensino-aprendizagem 

envolve diretamente a interação entre sujeitos.

Essa interação e sua relação com a imbricação entre os processos de ensino e aprendizagem podem 

ser melhor compreendidos quando nos remetemos ao conceito de  ZDP.

Para Vygotsky (1996), Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), é a distância entre o nível de 

desenvolvimento real, ou seja, determinado pela capacidade de resolver problemas 

independentemente, e o nível de desenvolvimento proximal, demarcado pela capacidade de 

solucionar problemas com ajuda de um parceiro mais experiente. São as aprendizagens que 

ocorrem na ZDP que fazem com que a criança se desenvolva ainda mais, ou seja, desenvolvimento com aprendizagem na ZDP leva a mais desenvolvimento,por isso dizemos 

que, para Vygotsky, tais processos são indissociáveis.

É justamente nesta zona de desenvolvimento proximal que a aprendizagem vai ocorrer.

função de um educador escolar, por exemplo, seria, então, a de favorecer esta aprendizagem, 

servindo de mediador entre a criança e o mundo. Como foi destacado anteriormente, é no 

âmago das interações no interior do coletivo, das relações com o outro, que a criança terá 

condições de construir suas próprias estruturas psicológicas (Creche Fiocruz, 2004). É assim 

que as crianças, possuindo habilidades parciais, as desenvolvem com a ajuda de parceiros mais 

habilitados (mediadores) até que tais habilidades passem de parciais a totais. Temos que trabalhar, 

portanto, com a estimativa das potencialidades da criança, potencialidades estas que, para tornarem-

se desenvolvimento efetivo, exigem que o processo de aprendizagem, os mediadores e as 

ferramentas estejam distribuídas em um ambiente adequado (Vasconcellos e Valsiner, 1995).

Temos portanto uma interação entre desenvolvimento e aprendizagem, que se dá da seguinte 

maneira: em um contexto cultural, com aparato biológico básico interagir, o indivíduo se desenvolve 

movido por mecanismos de aprendizagem provocados por mediadores.

Para Vygotsky, o processo de aprendizagem deve ser olhado por uma ótica prospectiva, ou 

seja, não se deve focalizar o que a criança aprendeu, mas sim o que ela está aprendendo. Em 

nossas práticas pedagógicas, sempre procuramos prever em que tal ou qual aprendizado 

poderá ser útil àquela criança, não somente no momento em que é ministrado, mas para além 

dele. É um processo de transformação constante na trajetória das crianças. 

As implicações desta relação entre ensino e aprendizagem para o ensino escolar estão no fato de que 

este ensino deve se concentrar no que a criança está aprendendo, e não no que já aprendeu. Vygotksy 

firma está hipótese no seu conceito de zona de desenvolvimento proximal(ZDP).

Pensamento e Linguagem:
            

Existem duas grandes vertentes na Psicologia que explicam a aquisição da linguagem: uma delas 

defende que a linguagem já nasce conosco; outra, que é aprendida no meio. Vejamos os principais 

autores de cada uma das partes:

Proposta ambientalista: “do nada ao tudo através da experiência”

Skinner: possibilidade de explicar a linguagem e qualquer comportamento humano complexo pelos 

mesmos princípios estudados em laboratório.

A proposta inatista forte:

Chomsky: o bebê nasce com todo o aparato. Nada é aprendido no ambiente; é apenas disparado por 

ele. A criança apenas vai se moldando às especificidades da sua língua.

A proposta interacionista:
            
Piaget: o mecanismo interacionista — a linguagem faz parte de uma função mais ampla, que é a 

capacidade de representar a realidade através de significados que se distinguem de significantes.

Vygotsky: raízes genéticas do pensamento e da linguagem – linguagem é considerada como 

instrumento mais complexo para viabilizar a comunicação, a vida em sociedade. Sem 

linguagem, o ser humano não é social, nem histórico, nem cultural.

Bruner: Psicologia cultural – defende a visão cultural do desenvolvimento da linguagem e coloca a 

interação social no centro de sua atenção sobre o processo de aquisição.

Cole: Sociocultural – para que a criança adquira mais do que rudimentos de linguagem, ela deve não 

apenas ouvir ou ver linguagem, mas também participar de atividades que a linguagem ajuda a criar e 

manter.

Segundo Vygotsky…

As funções da linguagem

A linguagem é, antes de tudo, social. Portanto, sua função inicial é a comunicação, expressão e 

compreensão. Essa função comunicativa está estreitamente combinada com o pensamento. A 

comunicação é uma espécie de função básica porque permite a interação social e, ao mesmo tempo, 

organiza o pensamento.

Para Vygotsky, a aquisição da linguagem passa por três fases: a linguagem social, que seria esta 

que tem por função denominar e comunicar, e seria a primeira linguagem que surge. Depois 

teríamos a linguagem egocêntrica e a linguagem interior, intimamente ligada ao pensamento.

A linguagem egocêntrica

A progressão da fala social para a fala interna, ou seja, o processamento de perguntas e 

respostas dentro de nós mesmos – o que estaria bem próximo ao pensamento, representa a 

transição da função comunicativa para a função intelectual. Nesta transição, surge a chamada fala 

egocêntrica. Trata-se da fala que a criança emite para si mesmo, em voz baixa, enquanto está 

concentrado em alguma atividade. Esta fala, além de acompanhar a atividade infantil, é um 

instrumento para pensar em sentido estrito, isto é, planejar uma resolução para a tarefa durante a 

atividade na qual a criança está entretida (Ribeiro, 2005).

A fala egocêntrica constitui uma linguagem para a pessoa mesma, e não uma linguagem social, com 

funções de comunicação e interação. Esse “falar sozinho” é essencial porque ajuda a organizar 

melhor as ideias e planejar melhor as ações. É como se a criança precisasse falar para resolver um 

problema que, nós adultos, resolveríamos apenas no plano do pensamento / raciocínio.

Uma contribuição importante de Vygotsky e seus colaboradores, descrita no livro Pensamento e 

Linguagem (1998), do mesmo autor, é o fato de que, por volta dos dois anos de idade, o 

desenvolvimento do pensamento e da linguagem – que até então eram estudados em separado – se 

fundem, criando uma nova forma de comportamento.

Este momento crucial, quando a linguagem começa a servir o intelecto e os pensamentos começam a 

oralizar-se – a fase da fala egocêntrica – é marcado pela curiosidade da criança pelas palavras, por 

perguntas acerca de todas as coisas novas (“o que é isso?”) e pelo enriquecimento do vocabulário.

O declínio da vocalização egocêntrica é sinal de que a criança progressivamente abstrai o som, 

adquirindo capacidade de “pensar as palavras”, sem precisar dizê-las. Aí estamos entrando na 

fase do discurso interior.  Se, durante a fase da fala egocêntrica houver alguma deficiência de 

elementos e processos de interação social, qualquer fator que aumente o isolamento da criança, 

iremos perceber que seu discurso egocêntrico aumentará subitamente. Isso é importante para o 

cotidiano dos educadores, em que eles podem detectar possíveis deficiências no processo de 

socialização da criança. (Ribeiro, 2005)

Discurso interior e pensamento

O discurso interior é uma fase posterior à fala egocêntrica. É quando as palavras passam a ser 

pensadas, sem que necessariamente sejam faladas. É um pensamento em palavras. Já o 

pensamento é um plano mais profundo do discurso interior, que tem por função criar conexões e 

resolver problemas, o que não é, necessariamente, feito em palavras. É algo feito de ideias, que 

muitas vezes nem conseguimos verbalizar, ou demoramos ainda um tempo para achar as palavras 

certas para exprimir um pensamento.

O pensamento não coincide de forma exata com os significados das palavras. O pensamento vai 

além, porque capta as relações entre as palavras de uma forma mais complexa e completa que a 

gramática faz na linguagem escrita e falada. Para a expressão verbal do pensamento, às vezes é 

preciso um esforço grande para concentrar todo o conteúdo de uma reflexão em uma frase ou em um 

discurso. Portanto, podemos concluir que o pensamento não se reflete na palavra; realiza-se 

nela, a medida em que é a linguagem que permite a transmissão do seu pensamento para outra 

pessoa (Vygotsky, 1998)


Finalmente, cabe destacar que o pensamento não é o último plano analisável da linguagem. Podemos 

encontrar um último plano interior: a motivação do pensamento, a esfera motivacional de nossa 

consciência, que abrange nossas inclinações e necessidades, nossos interesses e impulsos, nossos 

afetos e emoções. Tudo isso vai refletir imensamente na nossa fala e no nosso pensamento. 

(Vygotsky 1998)

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Professora  Psicopedagoga Simonne Machado

sábado, 20 de junho de 2015

Câmera flagra resgate de criança colocada pelo pai em lavadora

Pai coloca filho em máquina, em lavanderia, e depois não consegue 

abri-la.


Criança gira em tanque até que funcionário consegue desligar o aparelho.


Câmeras do circuito interno de uma lavanderia registraram o desespero de um casal após o pai colocar o filho pequeno dentro de uma máquina de lavar e depois não conseguir abrir a porta.
As imagens mostram o casal colocando roupas numa das máquinas enquanto o pai, aparentemente

numa brincadeira, põe o filho num dos tanques. Numa placa acima se lê: "Junior wash US$ 2,95"

(indicando o preço da lavagem de roupa infantil).
As imagens postadas no YouTube mostram os pais desesperados tentando abrir a máquina com a criança (Foto: Reprodução / YouTube)As imagens postadas no YouTube mostram os pais desesperados tentando abrir a máquina com a criança (Foto: Reprodução / YouTube)
Ao fechar a porta, a máquina começa a funcionar e o pai percebe que não consegue mais abrir. Os

dois tentam desesperadamente abrir a máquina e começam a gritar por ajuda, enquanto é possível

ver a criança girando no tanque (veja o vídeo). Um homem assiste à cena, mas não parece muito

preocupado.
A cena dura alguns minutos, até que um funcionário da lavanderia consegue desligar o aparelho e

retirar a criança, que é levada nos braços pelo pai.
Segundo o diário inglês Daily Mail, o vídeo foi postado no YouTube por uma pessoa que se identifica

como Princess Zebra, que afirma que a criança está bem e sofreu apenas pequenos ferimentos. Até

este domingo (20), o vídeo tinha tido mais de 470 mil acessos.
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Professora  Psicopedagoga Simonne Machado

quinta-feira, 18 de junho de 2015

UMA ORAÇÃO POR TODOS MEUS ALUNOS E COMPANHEIROS

Senhor, 



Olhai pelo meu amigo!




Que as pedras sejam removidas do seu caminho,



Que tenha forças para carregar seus fardos,



Que encontre coragem para resistir ao mal.



Que possa ver o amor em todos os seres,



Que seja abraçado pela lealdade,



Que encontre conforto e saúde se estiver doente,



Que seja próspero e saiba partilhar.



Que tenha paz cobrindo seu espírito,



Que sua mente obtenha os conhecimentos,


Que use sabedoria para aplicá-los,



Que saiba distinguir o bem do mal,



Que tenha fé para manter-se forte na dor.



Senhor,



Olhai pelo meu amigo!



Protegei cada passo que ele der,



Que a cada novo dia ele aceite o novo,



Que saiba alegremente comunicar novidade.



Que Vos sinta em todos os momentos



E que tenha o Vosso colo por toda a Eternidade.



Amém.




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Professora  Psicopedagoga Simonne Machado

Seja Bem Vindo

EDUCAÇÃO, INFORMAÇÕES,ATUALIDADES, DICAS,TECNOLOGIA: SUAS DIFICULDADES , NOVIDADES E SISTEMAS DE SEGURANÇA DIGITAIS,INTERNET,REDES SOCIAIS, COMPUTADORES SOFTWARES ÚTEIS e MUITA, MUITA LÍNGUA MATERNA
Espero sinceramente ser útil a você.

Muita Luz e Paz!

Professora Simone Calixto