quinta-feira, 21 de maio de 2015

Aluno que ainda não faz o 3º ano não poderá usar Enem como vestibular

Edital do Enem 2015 incluiu nova regra sobre o acesso ao ensino superior.

Alunos menores de 18 anos recorrem à Justiça para garantir vaga.


Candidatos da 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) menores de idade, e que ainda não fizeram nem fazem o terceiro ano do ensino médio, estão proibidos de usar a nota do Enem para acessar o ensino superior sem passar pelo terceiro ano regular. 
Uma nova regra no edital divulgado nesta segunda-feira (18) explica que "o participante menor de 18 anos no primeiro dia de realização do Exame e que concluirá o ensino médio após 2015 não poderá utilizar os seus resultados individuais no Enem" em dois casos previstos no edital para maiores de idade: usar o Enem para pegar a certificação de conclusão do ensino médio e usar o Enem como mecanismo de acesso à educação superior em processos de seleção.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também incluiu, no edital, a possibilidade de "convidar" os participantes menores de 18 anos e que ainda não chegaram ao último ano do ensino médio "para aplicação do Enem Digital", ideia já defendida no início do ano pelo ex-ministro da Educação, Cid Gomes, e que o atual ministro, Renato Janine Ribeiro, já afirmou que continua em fase de estudos.
A regra cita dois artigos da Lei de Diretrizes e Bases da educação (LDB), publicada em 1996. O primeiro artigo (38º) diz que os exames supletivos "no nível de conclusão do ensino médio" é destinado "para os maiores de 18 anos".
O segundo (44º) afirma que a educação superior em cursos de graduação são abertos a candidatos "que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo".
Segundo o edital, então, um estudante menor de 18 anos, que não vá concluir o terceiro ano do ensino médio em 2015 não poderá se matricular em um curso de graduação, mesmo que seja aprovado, por causa de sua nota do Enem, em um vestibular ou processo seletivo, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Justiça é alternativa

Atualmente, estudantes já têm dificuldades para se matricular em situações como essas. Nesse caso, muitas vezes a decisão vai parar na Justiça. Foi o caso do estudante José Victor Menezes Teles, de Itabaiana (SE). Ele fez o Enem 2014 aos 14 anos, quando ainda estava no primeiro ano do ensino médio, e conseguiu uma nota suficiente para conquistar uma vaga no curso de medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS) pelo Sisu.
José Victor posa com aprovados em medicina na Universidade Federal de Sergipe (Foto: Reprodução/TV Sergipe)
Como pelo Enem o candidato só pode receber a certificação do ensino médio se tiver mais de 18 anos e estiver fora do ensino médio regular, sem tê-lo concluído, há pelo menos dois anos, José Victor não pode usar a mesma nota para conseguir o diploma. Porém, as secretarias estaduais de Educação também têm autoridade para conceder o diploma do ensino médio por meio de exames supletivos.
Então, a família do adolescente entrou na Justiça, e o juiz autorizou o garoto a fazer a prova. Com o diploma nas mãos, ele conseguiu fazer a matrícula na UFS e hoje é o calouro mais novo da turma.
Mudanças no Enem
Nesta edição, o Enem sofreu diversas modificações, principalmente em relação ao valor da taxa de inscrição, e a medidas de segurança que alteraram o horário das provas.
Veja abaixo os destaques:

DATA DAS INSCRIÇÕES
As inscrições ocorrem entre as 10h de 25 de maio e as 23h59 de 5 de junho. Para quem não conseguir isenção, a inscrição só será "confirmada" após o pagamento da taxa de R$ 63 até as 21h59 do dia 10 de junho.
TAXA DE INSCRIÇÃO
Sofreu aumento pela primeira vez em mais de dez anos. Até 2014, o valor era R$ 35. Agora, passa a ser de R$ 63.

ISENTOS DE TAXA
Estudantes da rede pública no último ano do ensino médio estão automaticamente isentos. Além deles, podem obter isenção candidatos que comprovarem carência, segundo as regras do edital.
Segundo o edital, a solicitação de isenção do pagamento da taxa de inscrição somente poderá ser realizada no sistema de inscrição por meio da declaração de carência socioeconômica e durante o período de inscrição.
Os demais candidatos, mesmo que tenham feito ou estejam fazendo o ensino médio integralmente na rede pública, precisarão pagar a taxa. Segundo o ministro, cerca de 30% das provas impressas acabam sem uso por causa das abstenções. Para tentar diminuir as faltas, o MEC afirmou que estudantes liberados do pagamento que não forem aos dois dias de provas vão perder o direito o benefício na próxima edição.
DURAÇÃO DAS PROVAS
No primeiro dia, ciências humanas e ciências da natureza terão 4 horas e meia de duração. No segundo dia, linguagens, matemática e redação terão 5 horas e meia de duração.
HORÁRIOS DAS PROVAS
Portões serão fechados às 13h (horário oficial de Brasília). Mas, dessa vez, as provas só começam 30 minutos depois do fechamento dos portões, ou seja, às 13h30, no horário de Brasília.
SABATISTAS
Os sabatistas no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima poderão fazer as provas do sábado às 19h do horário local. Nos demais estados, a prova do primeiro dia para os sabatistas começa às 19h do horário de Brasília.
ATENDIMENTO ESPECIALIZADO E ESPECÍFICO
Além das necessidades especiais e atendimentos específicos já contemplados nas edições anteriores (como estudantes cegos ou com baixa visão, surdos, com deficiência física, gestantes e lactantes), o Enem também terá atendimento especializado para quem tem visão monocular e discalculia.

CANDIDATOS E CANDIDATAS TRANS
Pela segunda vez consecutiva, o MEC aceitará que os estudantes travestis e transexuais usem o nome social durante a prova. Para isso, o estudante precisa enviar a cópia do documento de identidade e preencher um formulário específico, incluindo uma foto recente, no sistema de inscrição. O prazo para o envio desses dados acontece entre 15 e 26 de junho.
CARTÃO DE INSCRIÇÃO
Deixará de ser impresso pelo MEC e enviado pelos Correios. Agora, terá que ser baixado ou consultado diretamente no site do Enem, opção que já existia no passado. O documento serve para orientação e não precisa ser apresentado no exame.
MEDIDAS DE SEGURANÇA
Não será possível usar o mesmo e-mail para fazer mais de uma inscrição. Além disso, todos os candidatos deverão informar número de telefone (celular ou fixo) válido. Eles também terão que criar uma pergunta e resposta de segurança no login.
O detector de metal será novamente aplicado nos locais de prova. Nos dias de realização do Exame, segundo o edital, "o participante poderá ser submetido à revista eletrônica nos locais de provas, a qualquer momento, por meio do uso de detector de metais".

TOTAL DE PARTICIPANTES
Estimativa de mais de 9 milhões de inscritos. No ano passado foram 8,7 milhões, dos quais 6,2 milhões de fato compareceram. O MEC estima que neste ano 850 mil pessoas trabalhem na aplicação da prova, envolvendo quem atua nos locais de prova e quem distribui as provas: Exército, Marinha, Aeronáutica e os funcionários dos Correios.
Mudanças e economia
O MEC busca economia de até 20% no custo do Enem 2015. O valor alcançado pode ser de ao menos R$ 90 milhões com o aumento da taxa de inscrições, medidas contra faltas e mudança no envio do cartão de inscrição.
"Nossa meta principal é fazer o Enem, não fazer economia. Mas, se for possível, vamos fazer economia", disse Ribeiro. A estimativa é que o custo médio da aplicação da prova por estudante seja de R$ 52.

O ministro justificou o reajuste da taxa após 10 anos. "Tudo subiu na sociedade e esse valor está o mesmo desde muito tempo", disse Ribeiro. Ele afirmou que o reajuste considerou a variação inflacionária no período.
Haverá economia também com o envio dos cartões. De acordo com o ministro, serão poupados R$ 20 milhões apenas com o envio virtual da confirmação, segundo Ribeiro. O presidente do Inep, Francisco Soares, esclareceu que o cartão de inscrição terá que ser baixado pelo estudante no site do Enem. O documento serve para consulta e não precisa ser apresentado no local do exame.
Punição para faltas no Enem
Outra medida que trará redução de custos será o corte da isenção para alunos que forem liberados da taxa e faltarem ao exame deste ano. Quem faltar em 2015 terá obrigatoriamente que pagar a inscrição em 2016.
"Uma pessoa não pode ter isenção graças a recursos que a sociedade está pagando, e jogar isso fora. Há uma responsabilidade moral que é preciso assumir. E no escopo educacional, a ética é fundamental. Educação é também ter responsabilidade com os próprios atos", disse Janine Ribeiro.
Sessenta e cinco por cento dos faltosos do Enem de 2014 eram alunos isentos, segundo o secretário executivo do MEC, Luiz Claudio Costa.
A estimativa é que quase R$ 60 milhões serão poupados com o pagamento de inscrições por alunos que antes estavam insentos.
Justificativa das faltas
Sobre os estudantes isentos que não compareceram à prova, Luiz Cláudio afirmou que o MEC ainda vai definir as regras para justificar a ausência.
"Não posso dar resposta agora. No exemplo do atraso no transporte coletivo, como provar isso? A pessoa pode ser penalizada, mas precisamos ter certeza disso para não virar a justificativa padrão, como aquelas pessoas que ficam doentes e não têm atestado."
Consulta on line acerca de Educação, regras, dúvidas, nos procure:
https://www.facebook.com/tovoltandopraescola?ref=hl
Professora Psicopedagoga Simonne Machado

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Nome limpo e sem crédito? Vale Limpar seu Histórico no SERASA e SPC. Entenda:

Muitas pessoas não conseguem crédito, mesmo estando com o nome limpo.
Uma das causas mais apontadas pelas instituições financeiras é a pontuação de Score insuficiente.
Ás vezes, isso ocorre porque seu nome foi consultado muitas vezes nos últimos 3 meses, seja por você mesmo ou por empresas nas quais você tentou crediário, financiamento e etc..
Sendo assim, se você tiver com muitas “passagens”, essas empresas podem entender que você está usando de má fé para estourar seu nome ou que tenha comprado muito ultimamente, aumentando assim a possibilidade de que fique inadimplente na dívida que pretende adquirir.
Empresas como a Brasil Consultas, por exemplo, possuem consultas que trazem dados como “consultas anteriores”. Nesse tipo de consulta aparece quantas vezes seu nome foi consultado nos últimos 3 meses. Essas informações saem automaticamente das bases dos órgãos de proteção ao crédito em 90 dias.
O que pode ser feito em relação á isso é ir pessoalmente aos postos do SCPC e Serasa e solicitar a limpeza desse histórico, removendo suas passagens.
A SERASA EXPERIAN disponibiliza um telefone para que você possa solicitar essa exclusão: (11) 3373-7272. Leva-se em média até 8 dias para que essa limpeza de historio de excesso de consultas seja efetuada.
Já no SPC, indo pessoalmente nos postos leva apenas 48 horas.
Não é garantido que vá conseguir crédito pelo fato de ter retirado essas passagens, mesmo sem que seu nome esteja sujo, pois outros fatores como sua renda também contam. Mas com certeza suas chances irão aumentar. Afinal, por mais que se diga que esses dados não possam ser utilizados em uma análise de crédito, as empresas utilizam de critérios próprios para averiguar se concedem ou não.

Professora Simone

Não caia EM ARMADILHAS :Quanto tempo o nome fica cadastrado no SCPC, SERASA ?



Alguns funcionários de empresas de cobrança, bancos, financeiras e cartões de crédito têm informado,falsamente, aos consumidores que “agora não há mais a prescrição em relação às dívidas e o cadastro em SCPC e SERASA pode permanecer para sempre”.
Mentira! A perda do direito de cobrar as dívidas na justiça (prescrição), assim como o prazo máximo de cadastro em órgãos de restrição ao crédito, como SPC e SERASA é de 5 anos, a contar da data em que a dívida venceu (data em que deveria ter sido paga), e não da data em que foi feito o cadastro!
Detalhe importante: Os juros, multas e demais encargos são acessórios da dívida e, portanto, a sua cobrança, seja lá por quanto tempo ocorra, não renova a data de vencimento da mesma.
Algumas pessoas dizem que “ouviram falar” que este prazo foi reduzido para 3 anos, o que também, na prática, não ocorre, embora exista discussão judicial sobre o prazo, pois o Novo Código Civil trouxe novos prazos para prescrição do direito de cobrança de algumas dívidas, a grande maioria do Judiciário tem entendido que o prazo do cadastro continua sendo de 5 anos.
O Superior Tribunal de Justiça também já decidiu que o prazo máximo é de 5 anos, confirmando o tempo previsto no Código de Defesa do Consumidor:
” Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.
§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.
O parágrafo 5º do mesmo artigo também fala que se estiver prescrito o direito de cobrança da dívida não podem ser fornecidas informações negativas pelos cadastros de restrição ao crédito. Vejamos:
“§ 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.”
Novo Código Civil é claro quando afirma, no artigo 206, § 5º, que o direito de cobrança de dívidas prescreve em 5 anos.
“Art. 206. Prescreve:
§ 5o Em cinco anos:
I – a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;”
Portanto, não cobrada na justiça a dívida após 5 anos do seu vencimento (data em que deveria ter sido paga), estará prescrito o direito de cobrança da mesma e ela não poderá constar de qualquer registro negativo.
Assim, analisando o que diz a lei, após o prazo de 5 anos, a contar da data de vencimento da dívida (não a data do cadastro), a restrição deverá ser excluída automaticamente.
Dúvidas frequentes sobre o assunto:
1. Minha dívida já completou 5 anos, mesmo assim continuam me cobrando, está correto?
Quando a dívida completa 5 anos, a contar da data de vencimento (data em que deveria mas não foi paga) não pode mais ser cobrada na Justiça ou constar em órgãos de restrição ao crédito como SPC e SERASA, mas pode ser cobrada via carta e telefone. (de forma educada e civilizada).
Porém, se a dívida foi protestada ou incluída novamente em órgãos de restrição ao crédito (SPC, SERASA etc) após os 5 anos *, o consumidor deve procurar um advogado de sua confiança, as pequenas causas ou a defensoria pública e entrar com processo na justiça exigindo a imediata exclusão dos cadastros e pedindo indenização por danos morais resultantes do cadastro indevido.
* Atenção: O acordo cria uma nova dívida e neste caso, se você não pagar o acordo seu nome pode ser incluído novamente no SPC e SERASA por mais 5 anos a contar da data em que deixou de pagar o acordo. Portanto, antes de fechar um acordo tenha certeza de que é em valor justo e que conseguirá pagá-lo, com folga no orçamento!
2. Minha dívida já completou 5 anos, eu não sabia sobre a prescrição e paguei. Posso receber meu dinheiro de volta?
Não! Embora o direito de cobrança judicial da dívida estivesse prescrito, a dívida em si não está e, portanto, se foi paga, segunda a lei, não há o direito de se pedir a devolução do dinheiro.
3. Se a dívida for cobrada na justiça antes de completados 5 anos o que acontece em relação ao cadastro no SPC e SERASA?
Mesmo a ação judicial de cobrança ou execução da dívida não tem o poder de interromper ou suspender a contagem do prazo máximo de cadastro de 5 anos em órgãos de restrição ao crédito como SPC e SERASA, que é estabelecido no Código de Defesa do Consumidor.
Portanto, mesmo que o credor cobre ou execute a dívida na justiça, quanto completar 5 anos a contar da data em que não foi paga, o nome do devedor, obrigatoriamente, deve sair dos cadastros negativos de crédito. Se não sair, caberá ação de indenização por danos morais contra o credor.
4. O protesto de cheques e outros tipos de dívidas no cartório, renovam ou interrompem o prazo de 5 anos da prescrição do direito de cobrança na justiça da dívida ou do cadastro no SPC ou SERASA?
Não! O Simples protesto cambial não renova, muito menos interrompe o prazo de prescrição do direito de cobrança da dívida na justiça, conforme a Súmula 153 do Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, o protesto não muda em nada a situação da dívida e a contagem dos 5 anos para efeitos da prescrição do direito de cobrança judicial da dívida e da retirada do nome dos cadastros de restrição ao crédito como SPC e SERASA.
5. Se outra pessoa ou empresa “comprar” a dívida, poderá renovar o registro no SPC e SERASA por mais 5 anos colocando nova data de vencimento?
Não! Embora esteja “na moda” receber cartas e ligações de outras empresas, principalmente fundos de investimentos, que dizem que “compraram” a dívida da empresa ou banco tal ou que a dívida foi “cedida” (mesmo que a “compra” ou a “cessão” de dívidas seja algo previsto na lei), a renovação do cadastro, por parte destas empresas, no SPC e SERASA colocando novas datas de vencimento é indevido.
Portanto, fique atento! Se você tinha uma dívida com uma pessoa ou empresa, mesmo que ela seja “vendida” ou “cedida” várias vezes para outras pessoas ou empresas, o prazo de 5 anos para a prescrição do direito de cobrança da dívida na justiça e também o prazo de 5 anos para manutenção do cadastro de seu nome em órgãos de restrição ao crédito como SPC e SERASA só conta uma única vez e começa a contar na data em que você deixou de pagar a dívida (data do vencimento da dívida) e não da data da inscrição ou da nova data de vencimento.
6. A inclusão nos cadastros poderá ser feita a qualquer momento, dentro do prazo destes 5 anos?
Sim! A inclusão do devedor nos órgãos de restrição ao crédito pode ser feita a qualquer momento dentro do prazo de 5 anos a contar da data do vencimento da dívida (data em que a dívida deveria mas não foi paga). Todavia quando completados os 5 anos deverá ser retirado o cadastro pelo credor ou pelo órgão de restrição.
Portanto, como exemplo, se a dívida era do dia 15 de maio de 2003, o prazo máximo para a permanência do cadastro é o dia 15 de maio de 2008 (5 anos). O credor tem o direito de incluir o nome do devedor no dia 14 de maio de 2008, pois ainda não completou 5 anos, mas pela lei, obrigatoriamente, deve excluí-lo no dia seguinte (15 de maio de 2008).
Se o cadastro não for excluído após completados os 5 anos ou for incluído após este prazo, o consumidor deve procurar um advogado de sua confiança e entrar com uma ação na Justiça pedindo a imediata exclusão do cadastro e indenização pelos danos morais causados, decorrentes do abalo de crédito.
7. E se a dívida for renegociada, o que acontece?
Se o devedor assinar documento fazendo uma renegociação, acordo, confissão de dívida, reescalonamento, reparcelamento, ou seja lá qual for o nome dado, a dívida anterior é extinta e é criada uma nova dívida e, neste caso, o nome do devedor deve ser retirado dos cadastros negativos (SPC, SERASA etc) após o pagamento da primeira parcela ,e se não for, o consumidor pode entrar com ação de indenização contra a empresa.
Todavia, nos casos de renegociação da dívida deve-se ficar bem atendo ao fato de se o acordo não for pago nas datas em que foi negociado o nome do consumidor pode ser incluído novamente nos órgãos de restrição e o prazo de 5 anos passará a contar novamente da data em que deixou de ser pago o acordo e não da data da dívida anterior.
8. O credor (banco, cartão, financeira, etc) renovou o cadastro no SPC ou SERASA alegando que eu fiz um acordo por telefone, mas eu não fiz! O que fazer?
Esta é uma prática ilegal, infelizmente bem comum atualmente, quando o credor alega que houve um acordo por telefone e por isto houve a renovação da dívida, quando na verdade a pessoa jamais fez qualquer acordo.
Neste caso, se o cadastro for após a dívida original já ter completado 5 anos, cabe processo judicial contra quem efetuou-o, pedindo a imediata exclusão e danos morais.
9. Como é contado o prazo de 5 anos, é de cada dívida ou é 5 anos a contar da data de vencimento da dívida mais antiga cadastrada?
O prazo de 5 anos é contado da data de vencimento (data em que a dívida deveria mas não foi paga) de cada uma das dívidas.
Por exemplo: Se você tinha um cadastro de uma dívida que venceu no dia 20 de dezembro de 2003, este cadastro deve ser excluído no dia 20 de dezembro de 2008, quando completar 5 anos.
Entretanto, se você tinha outro cadastro de uma dívida com data de vencimento em 15 de junho de 2005, este cadastro somente sairá no dia 15 de junho de 2010, quando completar 5 anos!
10. Quantas vezes a empresa pode cadastrar o nome do devedor nos órgãos de restrição ao crédito (SPC e SERASA) ?
Desde que seja dentro do período de 5 anos a contar da data de vencimento da dívida não há uma limitação. Portanto a empresa pode cadastrar, retirar e cadastrar novamente a dívida quantas vezes quiser desde que respeitado o prazo de 5 anos e que não seja com nova data de vencimento para a mesma dívida.
11. No caso de dívidas em que haja parcelas (financiamentos, empréstimos, etc) qual é a data de vencimento para contagem dos 5 anos?
Neste caso, cada parcela tem sua data de vencimento (data em que deve ser paga) e, portanto, cada parcela pode ser cadastrada independente da outra e o prazo de 5 anos contará da data de vencimento de cada uma das parcelas.
Por exemplo, em um contrato de 24 parcelas em que a última não foi paga, contará o prazo de vencimento desta parcela e não o prazo de assinatura do contrato ou da data de vencimento da primeira parcela.

Mas atenção: Muitos contratos trazem uma “cláusula de vencimento antecipado” do total da dívida em caso de não pagamento de uma das parcelas e, se houver esta cláusula no seu contrato o prazo de 5 anos não contará de cada uma das parcelas vencidas mas sim da data em que deixou-se de pagar.
Professora Simone

sábado, 21 de março de 2015

GREVE DE PROFESSORES CONTINUA EM SÃO PAULO

Sáb, 21 de Março 2015 - 01:52

Governo não negocia aumento com professores, diz presidente da APEOESP

A presidente do sindicado dos professores do Estado de São Paulo, Maria Izabel de Azevedo Noronha, afirma que a greve da categoria foi a alternativa que restou diante da recusa do governo de São Paulo a dialogar.

Por: Thais Bilenki ? Folha SP 20/03/215
Professores caminham pela Rua da Consolação após assembleia que votou continuação da greve (Foto: Roney Domingos/G1) 

A APEOESP completa o quinto dia de greve nesta sexta-feira (20) e fará nova assembleia, às 14h, no vão-livre do MASP. A expectativa de Noronha é que a adesão dos professores aumente dos atuais 30% para 50%. Segundo o governo do Estado, na quinta-feira (19), 4,2% dos docentes faltaram ao trabalho, taxa considerada dentro da média diária de ausências.
A categoria quer reajuste salarial de 75,33%, para haver "equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, conforme estabelece o Plano Nacional de Educação".
O governo tem argumentado que o piso da categoria em São Paulo, de R$ 2.415,89, é 26% superior ao nacional.
Procurado, o secretário da Educação, Herman Voorwald, não concedeu entrevista à Folha. Em nota, a secretaria informou que o diálogo é "a base da gestão e que apenas este ano foram realizados quatro encontros com representantes da APEOESP". A secretaria diz ainda que uma comissão paritária definiu aumento salarial escalonado que totalizou 45% de reajuste em quatro anos, na gestão passada.
Leia abaixo a conversa com a presidente do sindicato.
Folha - Qual é o plano de ação para as próximas semanas?
Maria Izabel de Azevedo Noronha - A assembleia estadual com certeza vai aprovar a continuidade da greve, porque o governo não apresentou nenhuma proposta e diz que não reconhece a greve.
Por que insistir na greve? Haveria outros meios de pressionar o governo?
Toda greve traz bastante resultado. Em 2013, conseguimos abrir um concurso pra 59 mil professores, é uma mudança estrutural. Agora, quando a questão é dinheiro, você tem razão. Vai ser difícil. Mas eu não chamo a categoria para falar que ela está derrotada. Acredito que o governador vai apresentar proposta de reajuste.
O que explica a adesão baixa?
Não considero baixa. Sabe o que é 25%, 30% dos professores parados? São 86 mil. Considero muito representativo. A gente não faz greve somente num local concentrado, mas em todos os municípios do Estado de São Paulo. Em São José dos Campos, as quatro maiores escolas estão fechadas.
Temos dados que apontam para uma adesão de pelo menos 50% depois da assembleia. Quem diz que a greve é de 2% não sabe [os dados]. Só de militância temos mais de 20 mil professores, e esses aderem imediatamente, é a vanguarda do movimento. Não temos greve de 2% nem de 100%, que é o sonho da gente.
Um aumento de 75% é viável?
Esperamos que o governo apresente um plano de composição. Eu faço a reivindicação. Só tem um jeito [de conseguir reajuste salarial]: a greve acontecer e a gente ver se consegue. Tentei o máximo de negociação, pedi três vezes e de novo essa semana. Mas o governador não abre canal de comunicação, ele está pagando pra ver. Ele não me atende, quer discutir firulas, eu quero discutir salário. Quem torna [o diálogo] inviável é o governo.
A categoria tem um piso superior à média nacional. Seria razoável reivindicar um meio termo?
Isso foi discutido em assembleia. Não rediscuto o índice de acordo com a minha vontade. Temos a possibilidade de debater a partir da proposta do governo, mas se disser que zero, tenho que manter a minha posição.
A greve tem conotação política?
A única conotação é enfiar a mão no bolso do professor e ver se ele está contente e se dentro da sala de aula tem condições de ensinar. Conotação partidária, não; conotação política educacional, sim.

Professores da rede estadual decidem manter greve em SP

Professores fizeram assembleia no Masp e seguiram em caminhada até a Praça da República. (Foto: Roney Domingos/G1)
Os professores da rede estadual decidiram em assembleia nesta tarde de sexta-feira (20) manter a greve da categoria que começou na segunda-feira. A greve tinha sido aprovada na sexta-feira (13).
A categoria afirma que o governo ainda não abriu negociações salariais, apesar de quatro pedidos de audiência. Além disso, o sindicato alega que a Secretaria de Estado da Educação (SES) acenou com 10,5% de aumento para apenas 10 mil professores que se saíram bem em uma prova, ignorando outros 220 mil profissionais da rede. O governo diz que deu reajustes acumulados de 45% nos últimos quatro anos (veja detalhes abaixo).
Os professores realizaram caminhada desde o Masp até a Praça da República, no Centro. No trajeto, os manifestantes interditaram faixas da Avenida Paulista, Rua da Consolação e Avenida Ipiranga. No mesmo horário, movimentos sociais realizaram protesto contra a falta d'águae também afetaram o trânsito.
Segundo um dos sindicatos de professores, a Apeoesp, 40 mil pessoas compareceram à manifestação. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 17h40, cinco mil manifestantes estavam na Praça da República.
Movimento grevista
A Secretaria de Estado da Educação (SES) diz que, nesta primeira semana de movimento, que 96% dos professores comparecem às aulas. O sindicato diz que, em levantamento preliminar, verificou que 59% da categoria aderiu à greve.
O grupo afirma que ainda não conseguiu abrir negociações com o governo estadual. Entre as reivindicações, os professores cobram aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, rumo ao piso do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística para Estudos Socioeconômicos), com jornada de 20 horas semanais de trabalho. Os professores protestam ainda contra fechamento de classes e contra salas superlotadas.

A Secretaria Estadual de Educação (SES) diz que não houve comprometimento das atividades escolares nesta manhã. O governo não detalhou os aumentos praticados para cada nível dos professores ao longo dos últimos quatro anos, mas defende que houve valorização da categoria.

"Nos últimos quatro anos houve um aumento acumulativo de 45% o que elevou o piso salarial paulista ao patamar 26% maior do que o nacional. Os professores ainda podem conquistar o reajuste salarial de 10,5% por meio da valorização pelo mérito ou por prática pedagógica e de 5% por meio de qualificações adquiridas durante a carreira", aponta a secretaria.
Ainda de acordo com a pasta,  "mensalmente são R$ 700 milhões empenhados nos salários dos professores, uma média de R$ 8 bilhões anualmente".

Apeosp contesta política de reajuste
A presidente da Apeosp, Maria Izabel Azevedo Noronha, afirma que os 45% acumulados nos últimos quatro anos (2011 – 13,8%, 2012 – 10,2 %, 2013 – 8% e 2014 – 7%) não representa recomposição das perdas salariais. "Uma parte foi incorporação de gratificações. E outra parte foi 20% de dinheiro novo na categoria. Não sei que conta o governador está fazendo", afirma a presidente da Apeosp.
"Eu tenho que discutir com ele não o que foi, mas o que vai ser.  Porque está apontado para nós 0% de reajuste. Eu quero saber do governador quanto é que ele oferece", disse.
Maria Izabel relativiza a informação da Secretaria de que o reajuste de 45% acumulado em quatro anos faz com que o salário dos professores paulistas seja 26% maior que o piso nacional.

"Quando o piso salarial profissional nacional foi instituído, a diferença entre o piso e o nosso salário era de 59%", explicou. "Do jeito que ele [Alckmin] entende carreira, que é só por promoção de mérito, isso não está ocorrendo."
A presidente da Apeosp também rebate a afirmação de aumento de 10,5% por conta de mérito e 5% por evolução na carreira. "Aumento de 10,5% foi só pra 10 mil, mas 19 mil passaram na prova. De acordo com um critério que a gente não sabe, só 10 mil receberam 10,5%. Na rede, nós temos 230 mil. O que vão fazer os 220 mil que ficaram sem reajuste nenhum?", afirma Maria Izabel.
Sobre os 5% por meio de qualificações adquiridas durante a carreira, ela diz que elas dependem do tempo de serviço e não chegam a "2%, 3% por ano".
"É só você ir em uma escola. Peça um holerite de um professor e você vai constatar se é justo um professor no meio da carreira, 15 anos de trabalho, com 20% de incorporação, ganhar R$ 2,6 mil. E No inicio de carreira, R$ 2,04. Esse é o início de carreira de um profissional, de 40 horas semanais. Isso é justo?", questiona a sindicalista.



quarta-feira, 18 de março de 2015

PERDI UM ALUNO POR OVERDOSE DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO.

Olá galera, peço licença para dividir um sentimento de tristeza hoje; terça –feira 

PERDI UM ALUNO POR OVERDOSE DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO...SILAS - 1ºD


UMA DOR ENORME DE ELE NÃO TER ACREDITADO NELE PRÓPRIO, TENTADO 

“ATALHOS”.

TINHA UM SORRISO ENCANTADOR, UM ALUNO ( DAQUELES RS) MAS UM SER 

HUMANO MARAVILHOSO, MAS NÃO SE DEU UMA CHANCE...

DÓI COMO MÃE, COMO EDUCADORA, COMO SER HUMANO, SABER QUE 

INFELIZMENTE NÃO FOI E NÃO SERÁ O ÚNICO...O VELÓRIO FOI HOJE...

SILAS, DESCANSE... NÃO CONSIGO SEQUER IMAGINAR A DOR DE SUA MÃE, MAS 

ESTAREMOS COM ELA.

Por estas contradições da vida GRAÇAS A DEUS MINHA FILHA COMPLETARÁ 20 

ANOS DIA 20 DE MARÇO, MESMO SIGNO DE NOSSO PENSADOR RS, ESTÁ 

TRABALHANDO E NA FACULDADE, É ESTA REALIDADE QUE GOSTARIA PARA 

CADA UM DE MEUS ALUNOS. DE CADA UM QUE CURTE NOSSAS PÁGINAS...

MINHA FILHA NÃO É MELHOR: ELA ACREDITOU; ACREDITEM, NÃO DESISTAM DE 

VOCÊS...

O "SILAS - 1ºD" DEIXARÁ UM ESPAÇO NÃO NA CARTEIRA DESOCUPADA, MAS NO 

CORAÇÃO DE QUEM COMO EU TEVE O PRIVILÉGIO DE CONHECER AQUELE 

SORRISO...

TRISTE...

PROFESSORA SIMONE

sexta-feira, 6 de março de 2015

Menino de 6 anos é detido com outro de 12 por roubo em São Cristóvão, diz PM




Ana Carolina Torres e Julia Amin
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Um menino de apenas 6 anos foi apreendido por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, na noite desta quinta-feira, por volta das 19h, após roubar um colar de ouro em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O menino estava acompanhado de outro de 12 anos. A vítima, uma mulher, chamou os PMs após ter sido atacada pela dupla perto da Quinta da Boa Vista. Ela contou que, após praticarem o assalto, os garotos fugiram de bicicleta em direção ao Morro da Mangueira.
Os policiais, que faziam um patrulhamento pela Avenida Bartolomeu de Gusmão, logo localizaram os meninos. Eles foram levados para a 17ª DP (São Cristóvão), onde a ocorrência foi registrada. A delegada Bárbara Lomba, titular da delegacia, disse que "casos como esse não surpreendem":
- Apesar da pouca idade, infelizmente casos como esse não surpreendem.

Segundo ela, a vítima contou em depoimento que estava na rua quando os garotos apareceram, de bicicleta. De acordo com o relato da mulher, o menino mais novo arrancou seu colar e o passou para o mais velho.
A delegada responsável pela ocorrência, Kelly Goularte, contou que o menor de 6 anos já havia sido anteriormente pelo mesmo crime: furto. Da primeira vez, foi encaminhado diretamente ao Conselho Tutelar. Como desta segunda vez ele estava com o outro garoto, que é vizinho dele no Morro do Tuiuti, os policiais conseguiram localizar a família. A mãe foi então buscá-lo por volta das 21h30m.
De acordo com Kelly, a mãe do menino reagiu com agressividade à detenção dele: "Vocês estão esculachando meu filho. Ele não merecia estar aqui".
- Ela estava revoltada por ele ter sido levado à delegacia - contou a delegada.


Ainda segundo a policial, o menino de 12 anos parecia estar arrependido do crime e chorando. Ele contou que não sabia que o outro puxaria o cordão.
- Segundo ele, depois que recebeu o cordão, ficou nervoso e o jogou num bueiro - disse Kally, adiantando que o garoto mais velho não tinha passagens anteriores pela delegacia.
O cordão foi recuperado pelos policiais.
Caso será acompanhado
O Conselho Tutelar foi encarregado de acompanhar o caso do menino de 6 anos. Já o garoto de 12 também foi entregue a um parente, que assinou um termo na 17ª DP se responsabilizando a apresentá-lo no Juizado da Infância e da Adolescência.
Em entrevista à rádio CBN, o major Márcio Rodrigues, comandante daUPP da Mangueira, comentou o assunto:
- Não é uma ocorrência corriqueira, mas infelizmente acontece. É uma ocorrência que nenhum policial sonha em fazer. Os policiais militares ficaram abismados com aquela cena. Eles ficaram estarrecidos com a idade dessa criança. Eu percebi o desânimo neles.
PMs serão repreendidos por foto
A foto em que as crianças aparecem de costas, feita na delegacia, foi divulgada pela própria Polícia Militar. A delegada Kelly Goularte disse que não sabia a respeito da imagem e frisou que não autoriza fotos de pessoas detidas, sejam menores ou maiores de idade.

*** Quando os pais são coniventes como EDUCAR ?
Professora Psicopedagoga Simonne Machado

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Espero sinceramente ser útil a você.

Muita Luz e Paz!

Professora Simone Calixto