quarta-feira, 30 de outubro de 2013

MEC DIVULGA GABARITO OFICIAL DE ENEM 2013



MEC divulga gabarito oficial do Enem

Provas foram aplicadas nos dias 26 e 27 em 1.661 municípios brasileiros.
Resultado deve sair na primeira semana de janeiro, segundo Mercadante.


O Ministério da Educação divulgou o gabarito oficial da edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas foram realizadas no sábado (26) e domingo (27). Os documentos referentes a cada cor de prova estão disponíveis para download no site do Enem.

O resultado individual das provas, que inclui a correção e nota da redação, deve ser divulgado na primeira semana de janeiro de 2014.
Os participantes podem acessar os resultados individuais mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no site do Enem.
Os candidatos que fizeram as prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e por alguma razão esqueceram de marcar no cartão-resposta a cor do caderno de provas que recebeu ou a frase que continha em destaque (uma coisa ou a outra) terá a prova corrigida, segundo informou a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação responsável pela organização do Enem.
Segundo o edital, a capa do caderno de questões possui informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque. Cabe obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões. Ele também deve transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões.
O Inep afirma que, se o candidato transcreveu uma das duas opções (a cor ou a frase da prova), é possível identificar qual cor de prova o candidato realizou, uma vez que para cada cor de prova existe uma frase específica. No caso da prova rosa de domingo, por exemplo, a frase que identifica a cor da prova é "De tudo fica um pouco".
Provas de 2013
As 90 questões de ciências humanas e de ciências da natureza aplicadas no sábado trouxeram perguntas que abordavam globalização, a demarcação de terras indígenas, o governo de Juscelino Kubitschek, circuitos elétricos, química orgânica e a transmissão da rubéola. Entre os elementos de cultura pop que apareceram nas questões estava a canção "Disneylândia", do grupo Titãs. Em ciências humanas, os alunos se depararam com diversas charges e cartuns, alguns deles históricos, como um da década de 1930 que falava sobre o voto feminino no Brasil, e outro que ilustrava a época do governo de Juscelino Kubitschek, marcada pelo desenvolvimentismo, mas também pela desigualdade social.
Já em ciências da natureza, a prova do Enem trouxe questões clássicas principalmente em física e química, com problemas que pediam conhecimentos como amperagem e voltagem, e outros exigindo o cálculo de massa, mol, além de outras questões de química orgânica. Em outra questão de física, os candidatos tiveram que identificar os diferentes gráficos que representavam adequadamente os movimentos de velocidade nas diversas fases da queda de um paraquedista.
A questão mais comentada, porém, foi uma de história do Brasil que, no texto de uma charge, trouxe a palavra "gasolina" escrita com "z". O MEC explicou que a grafia errada tem um contexto histórico e irônico, mas a pergunta acabou virando piada no Twitter.
No domingoa prova de linguagens e códigos trouxe um texto em inglês sobre Steve Jobs, o fundador da empresa de tecnologia Apple, e o candidato tinha de responder qual sua contribuição para a tecnologia. Em português, uma das questões trouxe um trecho da música "Até Quando" do cantor Gabriel o Pensador. Também uma das questões citava os protestos no Egito e a relação deles com a internet. Em matemática houve a predominância de cálculo de área de todos os objetos, cálculo de tangente, perguntas sobre lucro e porcentagem, com exemplos que traziam o aluno para situações da vida real, como calcular o melhor custo/benefício ou saber qual empresa deu mais retorno em menos tempo. Conhecimentos mais específicos sobre logaritmo foram requisitados. A maioria das questões pedia que o aluno soubesse lidar com conversão de unidades, de minutos para segundos, de centímetros para metros, entre outras.
As provas foram consideradas puxadas por estudantes e professores. Segundo eles, nesta edição, o Enem ficou "com jeito de vestibular".
A divulgação do gabarito oficial do Enem 2013, porém, não pode ser usada como base para o cálculo da nota final dos candidatos. Isso acontece porque a metodologia usada pelo exame leva em consideração outros fatores, e não só o número de questões certas. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) usa um conjunto de cálculos e probabilidades baseados no tipo de pergunta que o candidato acerta e no desempenho dos demais estudantes. Entenda como é feito esse cálculo
Redação
A prova de redação do Enem neste ano teve como tema "Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil". O assunto foi considerado por professores como atual, pertinente e adequado ao formato de redação do exame. Quatro informações serviram como base para a redação, duas imagens e dois textos. Uma das imagens ilustrava uma campanha do governo federal defendendo que as pessoas não dirijam após beber, e a outra trouxe um infográficos com dados de uma pesquisa sobre os efeitos da campanha na percepção da população. Já os dois textos eram informativos e traziam dados sobre acidentes de trânsito e iniciativas de adaptação dos bares à nova legislação, que entrou em vigor em 2008 e, em 2012, se tornou ainda mais rígida.
As regras da correção da redação também se tornaram ficaram mais duras neste ano. Inserção de trechos indevidos, como receitas de macarrão e hinos de times de futebol, que fogem ao tema, poderão resultar em nota zero para o candidato. A alteração, inclusive, está explícita no edital da prova, ao contrário das edições anteriores.
Além disso, o limite para a discrepância entre as duas notas dos corretores foi reduzido. Neste ano, todas as redações do Enem serão corrigidas por pelo menos duas pessoas. Todas as vezes que as duas notas tiverem uma diferença de mais de 100 pontos, um terceiro avaliador corrigirá a prova para que se chegue à nota final. No ano passado, essa tolerância era de 200 pontos. Se a nota em um das cinco competências (que vai de 0 a 200) tiver discrepância de 80 pontos, a redação também irá para o tercerio corretor.
Por causa da mudança, a estimativa do governo é de um aumento no número de redações que passem pela terceira correção. Em 2012, 21% das provas estiveram nessa situação. Agora, ele afirma que essa porcentagem chegue a um terço. Para garantir uma correção mais rigorosa, houve um aumento no número de corretores de 5.692 para uma quantidade prevista de 8.400 segundo o Inep. O número de supervisores também subiu, de 234 para 280, e 35 coordenadores deverão liderar o processo de avaliação.
Após a fase de correção, as redações estarão disponíveis para visualização na página do Inep na internet, mas segundo o edital, seu uso será apenas para fins pedagógicos. Os estudantes terão acesso com a senha pessoal gerada no momento em que fizeram a inscrição para o exame. Ainda não há data para essa divulgação.
Penélope Sharmosa

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CONCURSO PEB II SEE/ SP 2013 PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS Cortella, Mário Sérgio. A ESCOLA E O CONHECIMENTO: FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO E POLÍTICOS

Capítulo I

Neste capítulo o autor adverte para o fato de que o conhecimento não poder ser reduzido à modalidade científica, uma vez que a Ciência é uma instância relativamente recente se comparada à própria PRESENÇA DO HUMANO NA REALIDADE.
Por esta razão, para que possamos pensar o tema do conhecimento, é necessário inicialmente caminhar por algumas análises sobre a PRÓPRIA PRESENÇA DO SER  HUMANO NA REALIDADE E, DENTRO DELA, O LUGAR D CONHECIMENTO EM SUAS MÚLTIPLAS DIMENSÕES.

O QUE SIGNIFICA SER HUMANO?

O autor passeia entre outras teorias desde “ser racional”, até a mórbida definição de Fernando Pessoa de que “o ser humano é um cadáver adiado”.
A tentativa de identificar o humano, de nos diferenciar o restante da realidade, é a procura “DE UMA DEFINIÇÃO DAQUILO QUE É NOSSO CONTORNO, QUE NOS CIRCUNSCREVE , OU SEJA, QUE MARCA NOSSO LUGAR”.

O sentido de nossa existência é um tema presente em toda a História; essa é uma das características do CONHECIMENTO: QUANTO MAIS SE SABE MAIS SE IGNORA.

Qual então o sentido de existirmos?

SOMOS ANTES DE TUDO CONSTRUTORES DE SENTIDO, porque fundamentalmente, SOMOS CONSTRUTORES DE NÓS MESMOS a partir de uma evolução natural.
Por não sermos especializados, nos tornamos um animal que teve  QUE SE CONSTRUIR E CONSTRUIR O PRÓPRIO AMBIENTE , a partir de bases naturais.
COM A CONSTRUÇÃO DE NOSSO AMBIENTE , DEIXAMOS DE SER UM PRODUZIDO PELO PRODUZIDO PELA NATUREZA E NOS TORNAMOS UM PRODUZIDO PRODUTOR DO QUE PRODUZ. 

CULTURA : O MUNDO HUMANO

Adaptar-se significa sobretudo SUBMETER-SE.
( Daí a necessidade da inquietude...)

Temos que enfrentar a realidade natural, ROMPER A ADAPTAÇÃO;( água parada cria bicho; cobra que não anda não engole sapo) essa luta não se situa o campo da liberdade, mas no da NECESSIDADE.

Nossa relação de interferência no mundo se dá POR INTERMÉDIO DA AÇÃO.
NOSSA AÇÃO, É AÇÃO TRANSFORMADORA , MODIFICADORA.

Essa ação transformadora consciente é exclusiva do ser humano e a chamamos de TRABALHO OU "PRAXIS". 

O TRABALHO é o nosso instrumento de intervenção DO HUMANO SOBRE O MUNDO.
NÓS HUMANOS SOMOS UM PRODUTO CULTURAL: NÃO HÁ HUMANO FORA DA CULTURA NELA SOMOS SOCIALMENTE FORMADOS E HISTORICAMENTE DETERMINADOS.

O termo que expressa essa noção do humano produzir-se produzindo cultura é HOMINIZAÇÃO.( atentemos para esta expressão, certamente a veremos em prova)

A CULTURA é, portanto, coletânea do processo de HOMINIZAÇÃO:começada a cultura começa o humano e vice versa.

CONHECIMENTOS E VALORES: FRONTEIRAS DA NÃO NEUTRALIDADE

Os valores que criamos produzem uma”moldura” em nossa existência individual e coletiva, de modo a podermos enquadrar nossos atos e pensamentos, situando-os em uma visão de mundo, que informe os nossos conhecimentos e conceitos.

Valores conhecimentos e preconceitos mudam , porque HUMANOS DEVEM MUDAR, como A VIDA, é processo , é mudança, SER HUMANO É SER CAPAZ DE SER DIFERENTE. (dele mesmo inclusive).

Os valores e conhecimentos não têm, existência autônoma:dependem de HUMANOS QUE OS ELABOREM, ATRIBUINDO-LHES SIGNIFICADOS.

O significado SIMBÓLICO NÃO É UNÍVOCO (Que mantém o mesmo sentido em empregos diferentes), pois é moldado pela sociedade e pela História dessa Cultura.
A produção Dos valores e conhecimentos não é neutra, pois está envolvida no âmbito do PODER E DE QUEM O POSSUI.

O PRINCIPAL CANAL DE CONSERVAÇÃO E INOVAÇÃO DOS VALORES E CONHECIMENTOS SÃO AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS COMO A FAMÍLIA E A IGREJA; O MERCADO PROFISSIONAL, A MÍDIA, A ESCOLA, ETC.
NÓS OS HUMANOS, DEPENDEMOS PROFUNDAMENTE DE PROCESSOS EDUCATIVOS.
Os EDUCADORES precisam reforçar a consciência de que VALORES E CONHECIMENTOS SÃO RESULTANTES DE UMA SUCESSÃO DE OCORRÊNCIAS EXISTENCIAIS.

(O ser humano não é uma caixa vazia, traz consigo sempre sua história, seus valores, seus aprendizados; o autor defende tal qual Freire, que o EDUCADOR, deve, não apenas respeitar tais conhecimentos e valores, bem como a partir destes levar aos educandos, ao humano, a produção de mais conhecimentos, agregar.Perceber , respeitar e caminhar ao lado do conhecimento prévio do aluno e jamais negá-lo, já que assim estará invalidando sua prévia existência anterior à escolarização.
Cortella, defende que o HOMEM, O SER HUMANO É UM SER EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO: NUNCA ESTEVE OU ESTARÁ PRONTO, pois isto significaria sua estagnação, o que não é próprio DA VIDA QUE É MOVIMENTO SEMPRE.
Por estar em construção constante, ele se aprimora, busca objetivos e, portanto, jamais será o mesmo, pois sempre estará em conformidade com seu momento atual).


CAPÍTULO II

O CONHECIMENTO DA VERDADE; A MATRIZ DA NOÇÃO DE DESCOBERTA
O conceito VERDADE, carrega em si a ideia DE NÃO ESQUECÍVEL, NÃO OBSCURECIDO, NÃO VELADO E NÃO COBERTO, decorrem daí as noções de VERDADE como de desvelamento ou descoberta.

“A IDEIA DE VERDADE COMO DESCOBERTA É UMA CONSTRUÇÃO”.

Temos uma interessante indagação: 

“SE A VERDADE ESTÁ EM CADA UM, SE COMO MORTAIS, NÃO SOMOS SEUS GERADORES E AINDA ASSIM, ELA CHEGOU ATÉ DENTRO DE NÓS, QUEM AS COLOCOU AÍ?”

Para o autor, CONHECIMENTO É DIFERENTE DE REVELAÇÃO, EM QUE TUDO ESTÁ PRONTO; TAMBÉM É DIFERENTE DE DESCOBERTA, COMO SE O SABER E A VERDADE ESTIVESSEM ESCONDIDOS E OS MAIS “GENIAIS” FOSSEM CAPAZES DE CHEGAR ATÉ ONDE ELES ESTÃO E “LIBERTÁ-LOS”.

A VERDADE NÃO ESTÁ NO POLO DO SUJEITO,NEM NO POLO DO OBJETO E SIM NA RELAÇÃO ENTRE ELES. (no CAMINHO)

Em suma, por esta concepção, a Verdade não é descoberta, mas é UMA CONSTRUÇÃO CULTURAL e, portanto MUTÁVEL. ( nossas verdade de HOJE, não são e não podem ser mas mesmas de anos atrás...A concepção DE SE AMPLIAR HORIZONTES É VÁLIDA AQUI: AMPLIAR A NOÇÃO DE VERDADE)

É crucial produzirmos uma reflexão em torno da relação entre EDUCAÇÃO E O CONHECIMENTO COMO CONSTRUÇÃO.

CAPÍTULO III

A ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Quando um EDUCADOR nega aos alunos a compreensão das condições culturais, históricas e sociais de PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO, termina por reforçar a mitificação e a sensação de perplexidade, impotência e incapacidade cognitiva.
“Trazer um SABER PRONTO sem que o aluno tenha SIDO PARTE DESTE SABER é negar-lhe o direito A EXISTIR”, é incutir no aluno um sentimento de incapacidade, de dependência QUE NÃO É REAL.

Citando Paulo Freire, Cortella diz “que fazemos, logo pensamos”; (quando o aluno é PARTE DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM aprende a SE RESPEITAR, A RESPEITAR SEU UNIVERSO E PRINCIPALMENTE SUAS POTENCIALIDADES).

O saber pressupõe uma intencionalidade; não há busca de saber, de conhecimento sem FINALIDADE...

O erro não ocupa um lugar externo ao processo de conhecer, investigar é bem diferente de RECEBER UMA REVELAÇÃO LÍMPIDA. O erro é parte integrante do conhecer, não “porque erra é humano”, mas porque errar é sem dúvida, decorrência DA BUSCA: QUEM NÃO BUSCA NÃO ERRA.

Taxar o aluno de APROVADO OU REPROVADO, de GÊNIO OU LERDO, pois cometeu erros em SEU PROCESSO NATURAL DE BUSCA DE CONHECIMENTO DA APRENDIZAGEM, DENOTA TOTAL DESPREPARO DO EDUCADOR, ABSOLUTA AUSÊNCIA DE EMPATIA DE COLABORAÇÃO, DE INTERAÇÃO, pois o ERRO É PARTE DO APRENDER, ASSIM COMO CAIR É PARTE DO ANDAR.
É preciso atentar NO ERRO QUAL O CAMINHO O ALUNO BUSCOU, E PARTINDO DESTE PONTO AUXILIÁ-LO, PORÉM RESPEITÁ-LO NA SUA PRÓPRIA BUSCA, O EDUCADOR NESTE MOMENTO DE VERIFICAÇÃO DO ERRO É UM GRANDE COLABORADOR, UMA GRANDE BÚSSOLA QUE NORTEARÁ O APRENDIZADO REAL DO EDUCANDO.

RITUALISMOS, ENCANTAMENTOS E PRINCÍPIOS

“Dizemos nós eles não querem saber de nada...”, “Dizem eles” as aulas não têm nada a ver comigo...”. Conclusão nossa “eles não gostam da escola...”, do que talvez não gostem é DE NOSSAS AULAS.
Para muitos educadores, a sala de aula é um local de SEU RITUAL, DE EVIDENCIAMENTO DE HIERARQUIA, DE AUTORIDADE, DE SUPERIORIDADE DE UM E INFERIORIDADE E MEDO DE MUITOS.

Ora neste ambiente como esperamos INTERAÇÃO, PARTICIPAÇÃO, se os alunos sentem MEDO E NÃO PRAZER EM PARTICIPAR, QUESTIONAR, PERGUNTAR, SE INTEGRAR?
O aluno não quer aprender ou NÃO TEM AMBIENTE FAVORÁVEL PARA TAL?
A AULA IMPÕE DEDICAÇÃO, CONFIANÇA, MALEABILIDADE E PRAZER COMPARTILHADO.

MESMO CONTEÚDOS “FÚTEIS” PODEM SER ENSINADOS PARTINDO DAS EXPERIÊNCIAS PRÉVIAS DOS ALUNOS, DE CONTEXTOS REAIS, COM ALEGRIA.
“a criação e recriação do CONHECIMENTO, na escola não está apenas em falar sobre coisas prazerosas, mas falar prazerosamente sobre as coisas; a alegria vem naturalmente, da leveza com a qual se ensina e se aprende”.

Se o conhecimento é relativo à História e à sociedade, ele NÃO É NEUTRO; todo conhecimento está munido de situações Histórico-sociais; não há pois conhecimento absolutamente puro (o aluno não é uma caixa vazia, uma folha em branco), sem nódoas .Em todo conhecimento o aluno RECONHECE alguma situação vivencial, a partir daí CRIA SEU PRÓPRIO CONHECIMENTO, EM COLABORAÇÃO COM O EDUCADOR.
Negar os conhecimentos prévios do aluno, é negar-lhe a EXISTÊNCIA!


CAPÍTULO IV

CONHECIMENTO ESCOLAR: EPISTEMOLOGIA E POLITICA

(Epistemologia : s.f. Filosofia. Reflexão acerca da natureza, das fases e dos mecanismos do conhecimento, nomeadamente nas correlações entre o sujeito e o objeto; teoria do conhecimento.
Análise das premissas teóricas e práticas relacionadas ao conhecimento científico, de acordo com seu avanço histórico, no desdobramento de uma sociedade; teoria da ciência
).
O otimismo ingênuo atribui a escola uma missão ‘salvífica” , caráter messiânico;nesta concepção , o educador se assemelharia a um SACERDOTE, teria uma tarefa QUASE RELIGIOSA, a frase que resume bem isto é “ o Brasil  é país atrasado porque a ele falta educação, se dermos educação a TODOS o país sairá do subdesenvolvimento”.
Esta concepção é OTIMISTA porque valoriza A ESCOLA, MAS É INGÊNUA, POIS ATRIBUI A ELA UMA AUTONOMIA ABSOLUTA.
Ainda nesta concepção a escola seria SUPRA SOCIAL, não estando ligada a nenhuma classe social, O EDUCADOR DESENVOLVERIA UMA ATIVIDADE MARCADA PELA NEUTRALIDADE.
A positividade do otimismo ingênuo está exatamente na sua capacidade de dar DESTAQUE À TAREFA DA ESCOLA.
Tal posição predominou quase isoladamente até meados dos anos 70, quando começou a ser abalada pela influência de uma análise mais contundente do fenômeno educativo.
A esta visão damos o nome de PESSIMISMO INGÊNUO.
Esta defende a ideia de que a função da escola É A DE REPRODUTORA DA DESIGUALDADE SOCIAL.
Nesta concepção, a Escola não teria DE FORMA ALGUMA AUTONOMIA, sendo determinada de maneira ABSOLUTA, pela CLASSE DOMINANTE DA SOCIEDADE.
O PESSIMISMO desta posição vem  da compreensão do papel UNICAMENTE DISCRIMINATÓRIO DA ESCOLA.
No entanto esta concepção também é ingênua, pois ela não radicaliza a análise e sim  A SECTARIZA.
No início dos anos 80 foi gestada UMA OUTRA CONCEPÇÃO QUE BUSCOU RESGATAR A POSITIVIDADE DAS ANTERIORES PROCURANDO SUPERAR A FRAGILIDADE INOCENTE CONTIDA NO OTIMISMO. A ELA CHAMAREMOS OTIMISMO CRÍTICO.
Esta concepção deseja apontar a natureza contraditória das instituições sociais e, aí a possibilidade de mudanças; a Educação desta maneira, teria uma função CONSERVADORA E UMA FUNÇÃO INOVADORA AO MESMO TEMPO.
Para um otimismo crítico, o EDUCADOR É ALGUÉM QUE TEM PAPEL POLÍTICO-PEDAGÓGICO, ou seja, NOSSA ATIVIDADE NÃO É NEUTRA, TAMPOUCO ABSOLUTAMENTE CIRCUNSCRITA. A EDUCAÇÃO ESCOLAR E OS EDUCADORES TÊM UMA AUTONOMIA RELATIVA.

A CONSTRUÇÃO DA INOVAÇÃO:INQUIETAÇÕES CONTRA O PEDAGÓGICO
Quando analisamos o fracasso escolar (epidemia terrível a que o autor denomina PEDAGOCÍDIO- (PALAVRA CHAVE), sustentado pelos pilares da evasão e  da repetência, é usual serem apontadas causas extra-escolares: precárias condições econômicas e sociais da população, formação histórica colonizada, poderes públicos irresponsáveis ou atrelados aos interesses de uma elite predatória.
A produção do “pedagocídio” intencional ou não, manifesta-se no uso não reflexivo e crítico dos livros didáticos, passa por uma por uma seleção de conteúdos excessivamente abstratos.
É preciso enfatizar: a avaliação é diferente de AUDITORIA!
A finalidade da avaliação na Escola é IDENTIFICAR PROBLEMAS E FACILIDADES NA  RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM DE MODO A REORIENTAR O PROCESSO PEDAGÓGICO.
(Assim como Jussara Hoffmann e Cipriano Luckesi, Cortella é bem criterioso quanto  prática e finalidade da avaliação, atentem para a analogia que o autor faz:AUDITORIA...
É fato que todos os autores contemporâneos vêem na AVALIAÇÃO MEIO E NÃO FIM.
Como milagrosamente não se pediu a leitura de Jussara Hoffmann em seu livro a avaliação MEDIADORA, atentem para o conceito de Mário Sérgio Cortella.
Ou seja, o conteúdo de Jussara Hoffmann TAMBÉM É OBJETO DA PROVA, PORÉM DE MODO MAIS “VELADO”, tendo em vista que se supões que os EDUCADORES JÁ ENTENDERAM E APLICAM A AVALIAÇÃO MEDIADORA, COMO MEIO, CAMINHO, E NÃO COMO FIM).
Escreve Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia”- objeto de próxima postagem-: SABERES NECESSÁRIOS À PRÁTICA EDUCATIVA, referindo-se ao fato de que ENSINAR EXIGE RECONHECER QUE A EDUCAÇÃO É IDEOLÓGICA.
É desta miopia que nos faz perpetuar, sem que nos apercebamos muito, PRECONCEITOS E DISCRIMINAÇÕES que têm graves  conseqüências sobre a formação de PESSOAS.
Quando em EDUCAÇÃO se analisa o passado, há se fazer uma distinção entre o TRADICIONAL E O ARCAICO:
O TRADICIONAL É O QUE DEVE SER RESGUARDADO, PROTEGIDO, ATÉ POR TER APRESENTADO UM NÍVEL DE EFICIÊNCIA ACEITÁVEL;
O ARCAICO É ULTRAPASSADO, O ENVELHECIDO NEGATIVAMENTE, AQUELE QUE NÃO TEM MAIS APLICABILIDADE EM NOVAS CIRCUNSTÂNCIAS.
Ora, inúmeros elementos desse outro tempo merecem ser resgatados, com a formação dos educadores da escola fundamental, uma dedicação mais cuidadosa aos conteúdos e o fortalecimento do papel do docente na relação ensino-aprendizagem; SÃO ELEMENTOS TRADICIONAIS.

É preciso em EDUCAÇÃO, REINVENTAR, EM CONJUNTO, UMA ÉTICA DA REBELDIA, UMA ÉTICA QUE REAFIRME NOSSA POSSIBILIDADE DE DIZER NÃO E QUE VALORIZE A INCONFORMIDADE DOCENTE, (a inquietude é parte inerente do processo ensino-aprendizagem; dar-se por satisfeito é acomodar-se o que é contrário à própria vida...).

Penélope Sharmosa

CONCURSO PEB II SEE/ SP 2013 PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS Carvalho , Rosita Edler.EDUCAÇÃO INCLUSIVA: “COM OS PINGOS NOS IS” PORTO ALEGRE, MEDIAÇÃO, 2004

PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS CONCURSO PEB II SEE/ SP 2013

Carvalho , Rosita Edler.EDUCAÇÃO INCLUSIVA: “COM OS PINGOS NOS IS”
PORTO ALEGRE, MEDIAÇÃO, 2004

A autora aborda, ao contrário do que se imagina, uma educação REALMENTE INCLUSIVA, de todos, não se referindo apenas à educação especial.
Com forte crítica á educação elitista excludente trazendo exemplos desde a educação primitiva (em que todos eram alunos e professores ao mesmo tempo), a educação realizada na Idade Média chegando aos dias atuais.
Ressalta a autora que a educação clássica é calcada na Grécia se embasa na PAIDÉIA (era o "processo de educação em sua forma verdadeira, a forma natural e genuinamente humana" na Grécia antiga; EDUCAÇÃO INTEGRAL) visando aliar desenvolvimento físico e mental.
A revolução Francesa, no entanto, volta a restringir a educação a nobres e pessoas do clero, evidentemente mulheres sequer são citadas. Mais uma vez a Educação do e para o poder. Restringia o acesso à educação, pois era centralizada na educação para “governar”, misturando educação e “socialização” conforme as conveniências da época. (não mudou muita coisa não é?)
Estas mesmas idéias revolucionárias francesas abriram espaço para manifestos, como o positivismo que por conseqüência trouxe o otimismo pedagógico pois fundamentava-se na igualdade de oportunidades a TODOS INDISTINTAMENTE.
Este manifesto, ainda que de modo limitado trouxe benefícios, abriu portas para a educação dos anos 30 denominada de “Escola Nova” , que se caracteriza pela difusão de que através da educação seria possível a reconstrução social.
Note que autora, busca as origens da educação para fundamentar sua tese de exclusão, uma vez que esta estava, e continua ainda, a serviço da perpetuação da elite e não inclusão dos mais necessitados.
O movimento da escola nova, chamado de “escolanovismo” era sintetizado pelo lema “Colocando o aluno no centro do processo educacional através de uma escola ativa”, que perdura ainda em algumas correntes.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA PROPOSTA
Nada mais é do que a representação da inclusão da sociedade na escola em sentido bastante amplo, participativo e detalhadamente desenvolvido e planejado, sob os aspectos pedagógicos e sociais desenvolvida nos quatro pilares da educação segundo a UNESCO:
- APRENDER A APRENDER;
- APRENDER A FAZER;
- APRENDER A SER E
- APRENDER A VIVER JUNTO.
Esta tese se baseia para a autora no princípio de que propiciar o mesmo aprendizado A QUALQUER ALUNO SEJA PORTADOR OU NÃO DE NECESSIDADES ESPECIAIS.
Rosita traz à tona que muitos entraves da atual educação são sócio culturais que “acabam por atrapalhar ou retardar a evolução da inclusão porque justamente são barreiras construídas a partir do ‘padrão de exclusão’ determinado PELA PRÓPRIA COLETIVIDADE”.
Outro entrave motivador da exclusão é a INSEGURANÇA por conta de vandalismos, violências, tragédias, fazendo com que nos tranquemos e deixemos de interagir entre nós mesmos. ”ESTA EXCLUSÃO INTRÍNSECA QUE CRIAMOS INEVITAVELMENTE REFLETIRÁ NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA”.
A autora defende sim a educação inclusiva, porém ela nesta leitura está mais preocupada com a EXCLUSÃO SOCIAL VELADA DA MAIORIA, DOS QUE MAIS PRECISAM DA ESCOLA, DENTRE OS ESTES, OS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS.
Não basta a “LEI GARANTIR OFERTA E PERMANÊNCIA AO ENSINO”, pois se trata de uma ILUSÃO: O ALUNO CARENTE, COM NECESSIDADES ESPECIAIS OU NÃO, É INSERIDO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA, CONFORME GARANTE A LEI; PORÉM ESTE MESMO EDUCANDO NÃO TERÁ CONDIÇÕES DE ARCAR FINANCEIRAMENTE COM CUSTOS DE LIVROS, XEROX, TRANSPORTE, ALIMENTAÇÃO, SUPER LOTAÇÃO DAS SALAS E CONSEQUENTEMENTE EXAUSTÃO DO EDUCADOR QUE NADA PODE FAZER PARA ATENDER DE MODO ADEQUADO A TODOS SEM EXCLUSÃO, ENFIM DE TUDO QUE SE EXIGE POR CONDIÇÃO ELEMENTAR SUA PERMANÊNCIA NA ESCOLA, SEJA BÁSICA OU SUPERIOR.
É uma leitura muito intensa, corajosa, que ao contrário das leituras demagógicas exigidas em concursos, toca bem as reais feridas da realidade educacional brasileira, BEM COMO DE NOSSOS PROFISSIONAIS.
A inclusão, A QUE SE REFERE À AUTORA É ABRANGENTE, REAL, COMUM, TÃO COMUM QUE SE TORNOU BANAL A PONTO DE SÓ ENTENDERMOS, RECONHECERMOS O TERMO “INCLUSÃO” COMO PARA A INSERÇÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS, com isto perpetua-se a exclusão dos mais fracos, que não podem EFETIVAMENTE PERMANECEREM NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM GARANTIDOS EM LEIS, DIRETRIZES, RESOLUÇÕES, ETC.

Penélope Sharmosa


domingo, 27 de outubro de 2013

ÁUDIO AULAS CONCURSO SEE/SP 2013

Atendendo a pedidos, postei as ÁUDIO AULAS COM A FINALIDADE DE QUE POSSAMOS ESTUDAR EM QUALQUER LUGAR E HORA!
BAIXE, não há senha. coloque em CD ouça em seu carro, no Celular e ouça em qualquer lugar otimizando seu tempo de estudo.
Bons estudos, lembre-se QUANTO MAIOR O NÚMERO DE APROVADOS EM QUALQUER CONCURSO MENOR A CURVA PARA CLASSIFICAÇÃO...

Dúvidas e explicações por favor nos contate.

Dificuldades em baixar, me avise.Percebi que se abre uma janela quando se tecla em download, FECHE-A pois o ARQUIVO ABRE JUNTO, fechando esta janela APARECE O ARQUIVO. DÚVIDAS POSTEM POR FAVOR.

Segue todas as aulas compactadas, para descompactá-las é necessário um programa "Win rar' ou outro descompactador:

http://www.baixaki.com.br/download/winrar-5-00.htm

o link de todas as  aulas compactadas:

http://www.4shared.com/rar/tgqZ-bNI/Vdeo_aulas_CPP_e_outras.html?



http://www.4shared.com/account/home.jsp#dir=2DILHCG6 ( todas as aulas)

Baixe conforme sua necessidade:

http://www.4shared.com/mp3/nZlLmbOw/01-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/JMr1EfmB/02-Concurso_PEB_II_2013_aula_2.html?

http://www.4shared.com/mp3/CIjh_DqJ/03-Concurso_PEB_II_2013_aula_3.html?

http://www.4shared.com/mp3/erubMdp9/04-Concurso_PEB_II_2013_aula_4.html?

http://www.4shared.com/mp3/cH7Ehywf/05-Concurso_PEB_II_2013_aula_5.html?

http://www.4shared.com/mp3/EAhyXT0F/06-Concurso_PEB_II_2013_aula_6.html?

http://www.4shared.com/mp3/ZRFJEEhR/07-Concurso_PEB_II_2013_aula_7.html?

http://www.4shared.com/mp3/rOc67jDI/08-Concurso_PEB_II_2013_aula_8.html?

http://www.4shared.com/mp3/CVh7NvDD/09-Concurso_PEB_II_2013_aula_9.html?

http://www.4shared.com/mp3/BG5VnG6g/10-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/OAV1187q/11-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/eC4NEDiB/12-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/Ja5W_VAd/13-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/RdhemIVM/14-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/f0Xby8Uj/15-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/9ydGAFg6/16-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/Zw-g5iWr/17-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?

http://www.4shared.com/mp3/YTQtoxd3/18-Concurso_PEB_II_2013_aula_1.html?


Penélope Sharmosa

sábado, 12 de outubro de 2013

BIBLIOGRAFIA DO CONCURSO DA SEE/SP DE LÍNGUA PORGUESA BASSO, RENATO; ILARI, RODOLFO. O PORTUGUÊS DA GENTE PARTE I

MORFOLOGIA
Em linguística, MORFOLOGIA É O ESTUDO DA ESTRUTURA. DA FORMA E DA CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS, estuda as palavras ISOLADAMENTE E NÃO DE MODO CONTEXTUALIZADO, EM FRASES, ORAÇÕES.
Está agrupada em 10 classes de palavras ou de classes gramaticais:
1- Substantivo,
2- Artigo,
3- Adjetivo;
4-Numeral;
5- Pronome;
6- Verbo;
7- Advérbio;
8- Preposição;
9-Conjunção;
10-Interjeição.
Dentro da morfologia estão:
Estrutura e formação das palavras, que é por onde começaremos a entender este assunto.
Estudar a estrutura da palavra é CONHECER OS ELEMENTOS FORMADORES DAS PALAVRAS, desta forma compreendemos melhor o significado de cada uma delas.
A princípio o assunto parece entediante, porém é fascinante saber o significado de uma palavra, sem o auxílio do amigo “Aurélio” apenas em conhecer COMO DETERMINADA PALAVRA SE FORMOU E A PARTIR DAI PODER SABER SEU SIGNIFICADO, CONTEXTUALIZADO OU NÃO.
Sabem aquela máxima de “que a  palavra tem poder”, surgiu da MORFOLOGIA E NÃO DE RELIGIÕES E MISTICISMOS. Portanto ao olharmos com carinho para o tema certamente lucraremos muito, apenas por nos valer de CONHECIMENTO ( QUE É PODER...).
As palavras podem ser divididas em unidades menores a que DAMOS O NOME DE ELEMENTOS MÓRFICOS OU MORFEMAS.
A palavra “CACHORRINHAS”, por exemplo, existem quatro elementos:
1- CACHORR – Este é o elemento BASE da palavra, ou seja, aquele QUE CONTÉM O SIGNIFICADO,
2- INH – indica que a palavra é DIMINUTIVO,
3-A – indica que a palavra é FEMININA,
4-S- indica que a apalavra se encontra NO PLURAL.
MORFEMAS SÃO UNIDADES MÍNIMAS DE CARÁTER SIGNIFICATIVO. Existem palavras que não comportam divisão em unidades menores: “mar”, “sol”, “lua”,”pé”, etc.
São elementos mórficos:
RAIZ, RADICAL, TEMA- elementos básicos e significativos.
Afixos – ( prefixos e sufixos).
Desinência nominal e verbal.
Vogal ou consoante de ligação – elementos de ligação EUFÔNICOS (Que tem o som agradável).
RAIZ é O elemento originário e irredutível EM QUE SE CONCENTRA A SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS, consideradas do ângulo histórico.
É a RAIZ que DÁ O SENTIDO GERAL, comum ás palavras da mesma família etimológica.
Exemplo raiz “NOC” ( DO LATIM NOCERE= PREJUDICIAL) tem significação geral de causar dano e a ela se “prendem”, pela origem comum as palavras “NOCIVO”, NOCIVIDADE, INOCENTE, INOCENTAR, INÓCUO (inofensivo, que não danifica); destaquei propositalmente as letras “I” do início de cada exemplo, pois aparentemente é contraditório ao significado de sua raiz, porém mais adiante veremos que não o é em absoluto.
Uma raiz pode sofrer alterações : AT-O, OR,IVO.
RADICAL :
É O ELEMENTO TAMBÉM DENOMINADO SEMANTEMA, BÁSICO E SIGNIFICATIVO DAS PALAVRAS:
LIVR (O);
LIVR (INHO);
LIVR (OS);
LIVR (EIRO);

PALAVR (A)
PALAVR (AS)
PALAVR ( ÃO)
PALAVR (ÓRIO)
PALAVR (EADO).
Observa-se facilmente nos exemplos acima o RADICAL, A ESTRUTURA PRINCIPAL DA PALAVRA QUE NÃO É ALTERADA ESTÁ EM DESTAQUE E TODAS DENOTAM O MESMO SIGNIFICADO, A MESMA IDEIA.
AFIXOS – são elementos SECUNDÁRIOS( em geral sem “vida autônoma”)QUE SE AGREGAM A UM RADICAL OU TEMA PARA FORMAR PALAVRAS DERIVADAS.
Por exemplo o SUFIXO “MENTE” CRIA UMA NOVA PALAVRA; via de regra este sufixo “mente” origina um advérbio de modo. (Ela entrou CALMA MENTE).A perguntinha da 5ª série “De QUE MODO ELA ENTROU?
De maneira semelhante o acréscimo dos MORFEMAS “A” e “AR” à forma cert, cria o verbo ACERTAR.
“A” - inseridos ANTES DO RADICAL É CHAMADO DE PREFIXO.
VEJAMOS OUTROS PREFIXOS ( INSERIDOS NO INÍCIO DA PALAVRA ORIGINAL, ANTES DO RADICAL) JÁ NOSSOS ANTIGOS AMIGOS, PORÉM NÃO LIGAMOS O NOME À PESSOA:
INVEJAR; REVISÃO; DESAMOR; IMPRÓPRIO; INCAPAZ; ANORMAL; DISSABOR, INATIVO, EMPOBRECER, ENRIQUECER, entre outros.

A inclusão destes morfemas é capaz de alterar a classe gramatical na palavra a que são anexados.
QUANDO A INCLUSÃO do afixo É REALIZADA no final da palavra, DEPOIS DA RAIZ, DO RADICAL TEMOS O SUFIXO:
CALMAMENTE, EMPOBRECER, (neste exemplo, proposital aparecem o prefixo “EM” e o sufixo “CER”), DERMATITE ( o sufixo “ITE” designa inflamação, infecção conforme já já veremos melhor).
DESINÊNCIAS – são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras.
Podem ser:
NOMINAIS: indicam flexão de gênero ( masculino/ feminino); e de número ( singular/plural) dos nomes.
ALUNO; ALUNA; ALUNOS;
DESINÊNCIA VERBAL : indicam FLEXÃO DE PESSOA, DE MODO E TEMPO DOS VERBOS:
AMO: Indica que o verbo está na 1ª pessoa do plural;
AMAVA: Indica o TEMPO do verbo – desinência temporal ( neste caso pretérito IMPERPEITO DO INDICATIVO).
VOGAL TEMÁTICA
É a vogal que se JUNTA AO RADICAL PREPARANDO-O PARA RECEBER AS DESINÊNCIAS.
Nos verbos se distinguem em três vogais temáticas:
1ª conjugação = (verbos terminados em “ar”),
buscar, , buscavas, etc;
 levar, levei; levamos, etc;
amar, amo; amei, etc;
ganhar, ganharei; ganho;
aprovar; aprovaremos, aprovarei.
2ª conjugação = (verbos terminados em “er” ),
romper, rompemos, rompeu;etc.
escrever, escrevo, escreverei;etc.
3ª conjugação = ( verbos terminados em ir;
Sorrir, sorriu, sorrirá;
Discutir discutia, discutiu
Usufruir usufruiu, usufruímos,
Cair caiu, caíram.

TEMA
É O GRUPO FORMADO PELO RADICAL + VOGAL TEMÁTICA.
Nos verbos vistos acima são busca, rompe, ama, e os demais.

VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO
São morfemas que surgem por razões eufônicas (sonoridade e facilitar, mesmo permitir a pronúncia de determinadas palavras):
Paris = radical , ense = sufixo, vogal de ligação “I”;
gasÔmetro, alvInegro, tecnOcrata, pauLada, cafeTeira, chaLeira, insetIcida, peZinho, pobrEtão, etc.
Observe que sem as vogais e consoantes de ligação, como as dadas nos exemplos acima, ficaria impraticável a pronúncia destas palavras, daí a necessidade de haver a inclusão deste morfema.
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
As palavras são compostas basicamente através de dois processos: DERIVAÇÃO E COMPOSIÇÃO.
Na construção por DERIVAÇÃO PREFIXAL partimos SEMPRE DE UM ÚNICO RADICAL:
Marítimo, Marinheiro, Marujo, Maresia;
DESCRER, RELER, INCAPAZ, DESAMOR, REVIVER, SONEGAR, entre outros, cabe lembrar que os termos das palavras em destaque SÃO RADICAIS.
Simplificando, no processo de formação de palavras por DERIVAÇÃO, nosso “único trabalho” é ACRESCENTAR UM PREFIXO  ANTES DE UMA PALAVRA OU VERBO.

DERIVAÇÃO SUFIXAL OU SUFIXAÇÃO:
Ocorre do acréscimo de um sufixo à palavra primitiva que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical:
alfabetização, O sufixo “ÇÃO”, por exemplo transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este por sua vez já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo IZAR.
A derivação SUFIXAL pode ser:
1-Nominal: formando substantivos e adjetivos:
Papel – papelaria; Riso – risonho.
2- Verbal – formando verbos:atualIZAR, contextualizar, etc.
3- Adverbial – via de regra, forma-se advérbios de modo : felizMENTE, legalMENTE, etc.
DERIVAÇÃO PARASSINDÉTICA  OU PARASÍNTESE :
Ocorre quando a palavra derivada é resultado do acréscimo SIMULTÂNEO DE PREFIXO E SUFIXO À PALAVRA PRIMITIVA.
Por meio  da PARASÍNTESE formam-se nomes ( substantivos e adjetivos) e verbos:
Por exemplo o advérbio TRISTE > ENTRISTECER. ( prefixo EM + sufixo cer);
EMUDECER , DESALMADO.
IMPORTANTE: NA DERIVAÇÃO PARASSINDÉTICA A INCLUSÃO DE PREFIXO E SUFIXO SIMULTÂNEOS É OBRIGATÓRIA: DESVALORIZAR, bem como os exemplos acima.

DERIVAÇÃO REGRESSIVA:
A  DERIVAÇÃO É REGRESSIVA QUANDO UMA PALAVRAÉ FORMADA POR REDUÇÃO:

Para saber se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário a seguinte orientação é bastante prática:
Se o substantivo denota AÇÃO; será palavra derivada e  verbo palavra primitiva.
Se o nome denota algum objeto ou substância, trata-se do contrário verbo derivado de substantivo.
Compra e beijo denotam ações, portanto são derivadas; o mesmo, porém não ocorre com a palavra âncora que é objeto, neste caso um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.
POR DERIVAÇÃO REGRESSIVA- formam-se basicamente substantivos a partir de verbos, por esta razão recebem o nome se SUBSTANTIVOS DEVERBAIS.
Na linguagem popular são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva: o “portuga” (de português), o boteco ( de botequim), o comuna ( de comunista), agito (de agitar), amasso (de amassar).
O processo comum é criar um verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em sentido inverso: FORMA O SUBSTANTIVO A PARTIR DO VERBO.

DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA
Ocorre quando DETERMINADA PALAVRA, SEM SOFRER QUALQUER ACRÉSCIMO OU SUPRESSÃO ( OMISSÃO DE SÍLAVA OU LETRA) em sua forma, muda DE CLASSE GRAMATICAL:
OS ADJETIVOS PASSAM  A SUBSTANTIVOS: “OS BONS” serão sempre contemplados.
Os PARTICÍPOS PASSAM A SUBSTANTIVOS OU ADJETIVOS: “ Aquele garoto alcançou um FEITO passando no concurso sem estudar.
Os INFINITIVOS passam a substantivos: O ANDAR de Roberta era fascinante.
Os substantivos passam a ADJETIVOS: o funcionário fantasma foi despedido.
O menino prodígio resolveu o problema.
Os adjetivos passam a ADVÉRBIOS: Falei baixo para que ninguém escutasse. ( neste caso de modo: como eu falei? De que modo eu falei?).
PALAVRAS INVARIÁVEIS passam a substantivos: Não entendo O PORQUÊ disso tudo.
Substantivos próprios tornam-se comuns: Ele sempre foi um caxias ( rigoroso).
Este lugar já foi bom, hoje é UMA são paulo carente.
Estes processos fazem parte da MORFOLOGIA POIS IMPLICAM NA FORMA DAS PALAVRAS; no entanto a derivação imprópria lida basicamente com seu significado, o que acaba caracterizando um processo semântico , por esta razão é denominada IMPRÓPRIA.

COMPOSIÇÃO:
Processo que forma palavras compostas A PARTIR DA JUNÇÃO DE DOIS OU MAIS RADICAIS. Pode ocorrer de duas formas:
POR JUSTAPOSIÇÃO; AO UNIRMOS DUAS OU MAIS PALAVRAS OU RADICAIS, NÃO OCORRE ALTERAÇÃO FONÉTICA: PASSATEMPO ( PASSAR + TEMPO); QUINTA-FEIRA( QUINTA + FEIRA), GIRASSOL( GIRA+ SOL), COUVE-FLOR( COUVE+ FLOR). Em GIRASSOL houve um alteração na grafia (acrescentou um “S”) para manter inalterada a sonoridade da palavra.
É IMPORTANTE OBSERVAR COMO TENTEI DETALHAR ACIMA QUE TODAS ESTAS PALAVRAS FORMADAS POR JUSTAPOSIÇÃO SÃO COMPOSTAS A PARTIR DE PALAVRAS DIFERENTES, QUE POSSUEM ISOLADAMENTE SIGNIFICADOS PRÓPRIOS E INDEPENDENTES, E AO UNIREM-SE FORMAM OUTRAS PALAVRAS TAMBÉM DE SIGINIFICADO ÚNICO.
Vejamos: couve tem significado próprio assim como flor, unidas, porém formam uma terceira palavra.
COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO
Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre a SUPRESSÃO (OMISSÃO DE LETRA OU SÍLABA): EMBORA ( em boa hora supressão do SÍMBOLO “h”), FIDALGO ( filho de algo, referindo-se a família nobre), HODROELÉTRICO (  hidro+ elétrico), PLANALTO ( plano + alto), etc.

POR REDUÇÃO:
Algumas apresentam ao lado de sua forma plena, original , uma forma reduzida : AUTO (de automóvel); CINE ( de cinema), MICRO ( de microcomputador), Zé ( de José).
Também podem ser usadas como exemplo de REDUÇÃO OU SIMPLICAÇÃO AS SIGLAS: SP ( São Paulo) RJ (Rio de Janeiro).

HIBRIDISMO
Ocorre quando no vocábulo cuja formação se faz atrás de LÍNGUAS DIFERENTES : auto (grego) + móvel ( latim).

ONOMATOPÉIA
Além de ser uma figura de linguagem, também contribui no processo de formação de palavras, que por sua vez consistem em IMITAR, REPRODUZIR APROXIMADAMANTE O SOM DE SERES, ANIMAIS POR EXEMPLO.

PREFIXOS:
São MORFEMAS que se colocam ANTES DOS RADICAIS, a fim de modificar o sentido da palavra; raramente produzem alteração de classes gramaticais.
Os vocábulos ocorrentes em palavras portuguesas SE ORIGINARAM DO LATIM E DO GREGO, línguas em que funcionavam preposições ou advérbios, logo, como palavras autônomas.
Alguns prefixos fizeram grande diferença para a Língua Portuguesa como A, CONTRA, DES,EM, -OU EN-, ES, ENTRE, RE, SUB,SUPER, ANTI.
Todos temos CONTATO DIÁRIO COM VOCÁBULOS FORMADOS COM ESTES PREFIXOS E CONHECEMOS SEU SIGNIFICADO.
Conheçamos, pois, alguns PREFIXOS DE ORIGEM GREGA E SEUS SIGNIFICADOS:
A- AN= afastamento, privação, negação, insuficiência, carência= Amoral;
ANA  = inversão, mudança,repetição= ANAlogia, ANÁlise, ANAgrama, ANAcrônico;
ANFI = em redor, em torno, de um lado e outro, duplicidade= ANFIteatro, ANFÍbio;
ANTI = oposição, ação contrária = ANTÍdoto, ANTIpatia, ANTAgonista, ANTItese;
APO = afastamento, separação = APOcalípse, APOteose;
ARQUI - ARCE = superioridade, hierarquia, primazia, excesso, = ARQUIduque, ARQUÉtipo,  ARCEbispo, ARQUImilionário);
CATA = movimento de cima para baixo = CATAplasma, CATÁlogo, CATArata;
DI = duplicidade= Dissílabo, Ditongo, Dilema;
DIA = movimento através de = DIálogo, DIafragma, DIagonal;
DIS= dificuldade, privação= DISpneia,;
EC-EX-EXO-ECTO = movimento para fora = EClipse, EXôdo, EXOrcismo;
EM-EM-E = posição interior, movimento para dentro = EMbrião, Elipse;
ENDO = movimento para  dentro = ENDOvenoso, ENDOcarpo;(Em botânica chama-se endocarpo à região do fruto das angiospermas que protege a semente e é muitas vezes lenhoso, como nas nozes e nas pêssegos e frutos aparentados. .
No caso do coco, o endocarpo é a conhecida casca do coco, uma vez que a palha que recobre o coco é a verdadeira casca. O endocarpo do coco é um produto com diversas utilidades e quando bem industrializado pode de se tornar de extrema utilidade em processo de limpeza de metais, moldes, e utensílios domésticos como talheres, cutelaria e agulhas hipodérmicas através de processos de arremesso por ar comprimido, o conhecido jateamento.)

EPI = posição superior, movimento para cima = EPIderme; EPÍlogo, EPIdemia;
EU = excelência, perfeição, bondade = EUfemismo, EUcaristia;
HEMI = metade, meio = HEMIsfério;
HIPER = posição superior, excesso = HIPERtensão, HIPErbóle;
HIPO = posição inferior, escassez, HIPOcrisia, HIPÓtese;
META = mudança, sucessão = METAmorfose, METÁfora;
PARA = proximidade, semelhança, intensidade =PARAlelo,PARAdigma, PARAdoxo;
PERI = movimento ou posição em torno de = PERIferia, PERIpécia, PERÍodo;
PRO = posição em frente, anterioridade = PRÓlogo, PROgnóstico, PROfeta;
PROS = adjunção, em adição a = PROsódia;
PROTO = início, começo = PROTOhistória (Proto-História é o período da Pré-História anterior à escrita, mas que nos é permitido conhecer por ser descrito em algumas das primeiras fontes escritas. Praticamente coincide com a Idade dos Metais), PROTÓtipo;
POLI = multiplicidade= POLIssílabo, POLIssíndeto, POLIteísmo;
SIN-SIM = simultaneidade, companhia =  SÍNtese, SINfonia, SIMpatia, SINópse;
TELE = distância, afastamento = TELEvisão, TELEpatia, TELÉgrafo.

PREFIXOS DE ORIGEM LATINA
A – AB – ABS = afastamento, separação = Aversão, ABStnência, ABStração;
A – AD = aproximação,movimento para junto = ADjunto, ADvogado, Advir;
ANTE = anterioridade, procedência = ANTEbraço, ANTEssala, ANTEver;
AMBI = duplicidade = AMBIdestro; AMBIente, AMBIguidade, AMBIvalente;
BEN(E) – BEM = bem excelência de fato ou ação = BENEfício,BENdito;
BIS – BI = repetição, duas vezes = BISneto, BImestral, BIsavô;
CIRCU(M) = movimento em torno de = CIRCUnferência, CIRCUNscrito, CIRCUlação;
CIS = posição aquém= CISplatino (Que está aquém do rio da Prata.),;
CO-COM- CON= companhia, concomitância, COlégio, COOperativa, CONdutor;
CONTRA = oposição= CONTRApeso,CONTRApor,CONTRAdizer;
DE = movimento de cima para baixo, separação, negação = DEcapitar, DEcair, DEpor;
E-ES-EX = movimento para fora, EXcêntrico, Evasão, EXportação;
EN-EM-IN- movimento para dentro, passagem para um estado ou forma = ENterrar,
EMbeber, INjetar, IMportar;
EXTRA = posição exterior, excesso = EXTRAordinário, EXTRAviar;
I- IN-IM = sentido contrário, privação, negação = Ilegal, IMpossível, IMprodutivo;
INTER- ENTRE = posição intermediária = INTERnacional, INTERplanetário, INTERestadual,
INTRA = posição interior = INTRAmuscular, INTRAvenoso;
INTRO = movimento para dentro = INTROduzir, INTROvertido,INTROspectivo;
JUSTA = posição ao lado = JUSTApor, JUSTAposição;
OB- O = posição em frente, oposição = OBstruir, Ofuscar, Ocupar, Obstáculo;
PER = movimento através de = PERplexo, PERcorrer, PERfumar, PERsistir;
POS = posterioridade, POSpor, POSterior, PÓS-graduação;
PRE = anterioridade = PREfácio, PREver, PREfixo, PREliminar;
PRO = movimento para frente = PROgresso, PROgressivo, PROmover, PROsseguir;
RE = repetição, reciprocidade = REver, REduzir, REbater, REatar;
RETRO = movimento para trás = RETROspectiva, RETROcesso, RETROagir;
SO – SOB –SUB-SU = movimento de baixo para cima, inferioridade = SOterrar,  SUBestimar;
SUPER- SUPRA – SOBRE = posição superior, excesso = SUPÉRfluo, SUPER-homem,
SUPERmercado;
SOTO – SOTA = posição inferior = SOTO-mestre (aquele que substitui o mestre a bordo);
TRANS – TRAS – TRES – TRA = movimento para além, através = TRANSatlântico, TRAdição;
ULTRA – posição além do limite, excesso = ULTRApassar, ULTRAssom, ULTRAleve,
VICE- VIS = em lugar de = VICE-presidente, VISconde, VICE diretor.

                                 SUFIXOS

São elementos ( isoladamente sem significados), que acrescentamos a um radical, formam nova palavra.SUA PRINCIPAL CARACTERÍSTICA É A MUDANÇA DE CLASSE GRAMATICAL QUE OPERA.
COMO O SUFIXO É COLOCADO DEPOIS DO RADICAL,  a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras VARIÁVEIS.
Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua.São os que formam NOMES DE AÇÃO e os que formam nomes de agente.
SUFIXOS QUE FORMAM NOMES DE AÇÃO ADA – CAMINHADA;
ANÇA – mudANÇA;
ÂNCIA  - abundÂNCIA;
EMOÇÃO – DÃO = soliDÃO;
ENÇA/ EZ/ EZA  – prezENÇA; sensatEZ; belEZA;
Compreensão – TUDE;
Amplitude URA = formatURA.
SUFIXOS QUE FORMAM NOMES DE AGENTES ( ATIVOS):
ÁRIO – secretÁRIO;
EIRO – ferrEIRO;
ISTA – manobrISTA;
OR – lutadOR;
NTE – feiraNTE.

SUFIXOS QUE FORMAM NOMES DE LUGAR:

ARIA – ChurrascaRIA;
ARIO – herbÁRIO;
EIRO- açucarEIRO;
OR – corredOR;
TÉRIO – cemiTÉRIO;
ÓRIO – dormitÓRIO.

SUFIXOS QUE FORMAM NOMES TÉCNICOS USADOS NA CIÊNCIA:
ITE – ( inflamação) amdalITE, otITE, bronquITE,
OMA – miOMA,
ATO – ETO –ITO : sulfATO, ClorETO, garnITO,
INA – cafeÍNA,
OL – fenOL,
EMA – morfEMA, fonEMA,
IO – potássIO

Sufixos que formam nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos:
ISMO – budISMO, comunISMO.

SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS:
ACO – maníACO
ADO – barbADO,
ÁCEO – herbÁCEO
AICO – prosAICO,
AL – anUAL,
AR – escolAR,
ÁRIO – diÁRIO,
ÁTICO – problemÁTICO,
AZ – mordAZ,
ENGO – mulherENGO.
ENTO – sarnENTO,
EO – rósEO,
ESCO- pitorESCO,
ESTE – agrESTE,
ESTRE – terrESTRE,
ENHO – ferrENHO,
ENO – terrENO,
ÍCIO – alimentÍCIO,
ICO – geométrICO,
IL – febrIL,
INO – cristalINO,
IVO – lucratIVO,
ONHO – risONHO,
OSO – bondOSO,
UDO – carrancUDO, barrigUDO.

Sufixos verbais em geral se agregam ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos.
Em geral são formados pelo acréscimo de AR: esquiAR, radiografAR, telefonAR.
Verbos exprimem entre outras ideias a prática de ação AR ( andAR, falAR, estudAR, etc.)
VERBO FREQUENTATIVO traduz ação repetida.
VERBO FACTITIVO – Ideia de fazer ou causar alguma ação.

VERBO DIMINUTIVO -  exprime ação pouco intensa.

Atena

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Espero sinceramente ser útil a você.

Muita Luz e Paz!

Professora Simone Calixto